«Fundação D. Pedro IV vai pedir audiências a grupos parlamentares
25-05-2007
Lisboa, 25 Mai (Lusa) – O presidente do conselho de administração da Fundação D. Pedro IV considerou hoje que o projecto de resolução do PCP que pede a extinção da fundação “não tem qualquer sentido do ponto de vista legal, nem social”.
“A fundação sempre cumpriu e cumprirá com todo o rigor os estatutos que regulamentam a sua actividade, tal como está demonstrado pela sistemática aprovação pela Segurança Social dos projectos de actividades e relatórios de actividades e contas, pelo que o projecto de resolução do Partido Comunista Português não tem qualquer sentido do ponto de vista legal”, disse à agência Lusa Vasco do Canto Moniz, numa reacção ao projecto de resolução entregue quinta-feira pelo PCP no Parlamento. Acrescentou que o projecto de resolução dos comunistas também “não faz qualquer sentido do ponto de vista social”, uma vez que a fundação presta serviço a “2.400 famílias desfavorecidas”, uma acção que tem sido “reconhecida por todos os governos e por todos os serviços sociais que regulamentam a actividade da fundação”. Vasco do Canto Moniz acrescentou que a fundação vai pedir audiências aos grupos parlamentares, convidando-os igualmente a visitarem as instalações da fundação e a conhecerem a actividade que esta exerce. O presidente do conselho de administração da fundação D. Pedro IV disse ainda que em Dezembro de 2006 solicitou uma audiência com a subcomissão parlamentar de Justiça à qual ainda não obteve resposta. “Em Julho de 2006 já tinham sido recebidos por esta subcomissão parlamentar a quem prestaram todos os esclarecimentos que nos foram solicitados”, referiu. Questionado sobre um relatório da Inspecção-Geral da Segurança Social de 2000 em que alegadamente teriam sido detectadas irregularidades na fundação, Vasco do canto Moniz disse ter-se tratado de um “projecto de relatório” que foi arquivado porque “não correspondia à realidade dos factos”. Alegou que esse “projecto de relatório” continha “tais desconformidades em relação à realidade da fundação que não poderia acontecer outra coisa se não ser arquivado”. A título de exemplo citou que esse documento não tinha em conta um bairro de 173 fogos que a fundação possui em Mirasintra nem um edifício de nove andares na Avenida D. Carlos I, em Lisboa. CP.» Lusa/Fim

