Caros pais e encarregados de educação,
Retirei a minha filha da Fundação D. Pedro IV, deixando, por isso, de fazer parte da Comissão Instaladora da Associação de Pais.
Retirei-a pois deixei de considerar suficientemente segura e confiável a instituição, apesar dos esforços diários e dedicação das funcionárias que de perto a acompanharam nestes sete meses.
A agressividade e a toxicidade subjectiva adjacente ao acto de vandalismo realizado no dia 23 de Abril reforçaram e precipitaram uma decisão por nós tomada à já algum tempo.
Convosco partilhei muitas preocupações e ansiedades relativamente aos nossos filhos e como me voluntariei para fazer parte da Comissão Instaladora da Associação de Pais, considero importante explicar-vos porque saí.
Aos pais e encarregados de educação, e sobretudo aos que mais intensamente se mobilizam e tanto investem para assegurar e melhorar o bem estar das crianças, agradeço, pois ao fazerem-no contribuiram também para o bem estar da minha filha.
Aos pais e encarregados de educação que se indignam e que lucida e objectivamente denunciam aos orgãos de direito situações revoltantes e socialmente injustas, agradeço, pois ao fazerem-no contribuem para uma sociedade mais justa e equilibrada, sociedade em que a minha filha vive e viverá, partilhando com os vossos filhos, o futuro. E o futuro será aquilo que nós, e eles, fizermos dele.
O presente preocupa-me, mas ainda mais o futuro. Mas sou optimista.
O legado do altruismo que é possível passar geracionalmente passará, se muitos fizerem a sua parte.
Os meus cumprimentos,
Sara Duarte
Cara Sara,
é com muita pena que te vejo partir. Através das tuas acções e palavras, deste um contributo muito importante não só à Comissão Instaladora, como a todos os pais. Deste também um exemplo de cidadania. A tua indignação de mãe, manifestada exemplarmente pelas tuas palavras escritas publicamente, deram-me muitas vezes alento, levando-me a pensar que as coisas podem mudar se formos capazes de lutar pelo que achamos justo e correcto.
Um grande bem haja para ti e para a tua família. Espero sinceramente que tudo te corra bem no futuro e estou plenamente convencida que, com o exemplo que tem em casa, a tua filha (e eventualmente outros que possam vir) serão no futuro cidadãos conscientes e justos. Espero que o meu filho possa ter o privilégio de ser amigo dela.
Sandra
A minha filha também vais sair da Fundação com grande tristeza minha.
ESTIMADOS PAIS E AMIGOS:
INDEPENDENTEMENTE DOS PROBLEMAS GRAVES DAS ESCOLAS SOB ALÇADA DA FUNDAÇÃO D.PEDRO V, QUERO AQUI ENALTECER A ATITUDE DA EDUCADORA CRISTINA DE SANTA QUITÉRIA QUE ME ABRIU AS PORTAS PARA VER A MINHA FILHA NA SEXTA FEIRA 4 DE MAIO PELAS 14 H. ESTAVA SEM VER A MINHA FILHA DESDE 3 DE OUTUBRO DE 2006, PORQUE ME REFUGIEI NO FUNCHAL PARA FUGIR AO TERRORISMO PSICOLOGICO QUE A MINHA EX ESPOSA, TECNICA DE ACÇÃO SOCIAL, IMPRIMIU NOS MEUS FILHOS CONTRA O PAI, QUE POR EXEMPLO, ACORDOU A LAURA MARIANA TODOS OS DIAS DESDE SETEMBRO DE 2003 A JUNHO DE 2006 ALTURA DA SEPARAÇÃO.
QUERIA QUE TODOS SOBESSEM QUE NESTA ESCOLA APESAR DE TUDO EXISTE HUMANIDADE, ESPERO QUE A DIRECTORA DRA. MANUELA A MANTENHA E CONTINUO A DEIXAR-ME FALAR UM MINUTO POR DIA COM A MINHA FILHA ENQUANTO O PROCESSO DE INCUMPRIMENTO DO PLANO DE VISITAS NÃO SE RESOLVE NO TRIBUNAL DE FAMILIA DE LOURES.
SEM OUTRO ASSUNTO,
SOU RESPEITOSAMENTE
MIGUEL GOUVEIA
PAI DA LAURA GOUVEIA
SANTA QUITÉRIA
Para que conste :
Seis anos depois , de me divorciar , depois de esperar pelo TRIBUNAL DE FAMILIA DE LOURES , 1º JUIZO , durante três anos ( 2007/2008/2009 ) , depois de fazer duas viagens Funchal / LOURES à procura duma soluçao pacifica ( Maio 2007 e Julho 2009 , sem que o expediente do Tribunal registasse por escrito a minha presença, fui eu que desisti de acreditar na JUSTIÇA ) , para que conste , repito , não vejo os meus filhos ( João , André e Laura ) há seis anos , não pago a pensão de alimentos ( suspendi–a ao fim de três meses ) ……mas , para memória futura …que se REPENSE NESTE PAÍS O PROCESSO DO PODER PATERNAL E O PLANO DE VISITAS …sob pena das nossas cadeias não terem mais espaço para ” MONSTROS ” de que me orgulho nunca vir a ser porque tive um BOM AVÔ , UM BOM PAI e sobretudo UMA BOA MÃE , que nunca usou armas , e , mesmo sem licenciatura o meu sucesso e a minha liberdade depois do divórcio tem sustentado a ” dor ” e faz -me esperar pelos meus filhos o tempo que for necessário , para que saibam a outra parte da história .
Um beijo para eles…..em nome dos pais que ” perdem ” os filhos por alienação de gente ” má ” e ” ruinosa ” !!!!!
ANTÓNIO MIGUEL GOUVEIA