Carta aos Pais e Encarregados de Educação

Caros pais e encarregados de educação,
Retirei a minha filha da Fundação D. Pedro IV, deixando, por isso, de fazer parte da Comissão Instaladora da Associação de Pais.
Retirei-a pois deixei de considerar suficientemente segura e confiável a instituição, apesar dos esforços diários e dedicação das funcionárias que de perto a acompanharam nestes sete meses.
A agressividade e a toxicidade subjectiva adjacente ao acto de vandalismo realizado no dia 23 de Abril reforçaram e precipitaram uma decisão por nós tomada à já algum tempo.
Convosco partilhei muitas preocupações e ansiedades relativamente aos nossos filhos e como me voluntariei para fazer parte da Comissão Instaladora da Associação de Pais, considero importante explicar-vos porque saí.
Aos pais e encarregados de educação, e sobretudo aos que mais intensamente se mobilizam e tanto investem para assegurar e melhorar o bem estar das crianças, agradeço, pois ao fazerem-no contribuiram também para o bem estar da minha filha.
Aos pais e encarregados de educação que se indignam e que lucida e objectivamente denunciam aos orgãos de direito situações revoltantes e socialmente injustas, agradeço, pois ao fazerem-no contribuem para uma sociedade mais justa e equilibrada, sociedade em que a minha filha vive e viverá, partilhando com os vossos filhos, o futuro. E o futuro será aquilo que nós, e eles, fizermos dele.
O presente preocupa-me, mas ainda mais o futuro. Mas sou optimista.
O legado do altruismo que é possível passar geracionalmente passará, se muitos fizerem a sua parte.

Os meus cumprimentos,
Sara Duarte

4 Respostas to “Carta aos Pais e Encarregados de Educação”


  1. 1 Sandra Müller 15 Maio 2007 às 11:32 am

    Cara Sara,
    é com muita pena que te vejo partir. Através das tuas acções e palavras, deste um contributo muito importante não só à Comissão Instaladora, como a todos os pais. Deste também um exemplo de cidadania. A tua indignação de mãe, manifestada exemplarmente pelas tuas palavras escritas publicamente, deram-me muitas vezes alento, levando-me a pensar que as coisas podem mudar se formos capazes de lutar pelo que achamos justo e correcto.
    Um grande bem haja para ti e para a tua família. Espero sinceramente que tudo te corra bem no futuro e estou plenamente convencida que, com o exemplo que tem em casa, a tua filha (e eventualmente outros que possam vir) serão no futuro cidadãos conscientes e justos. Espero que o meu filho possa ter o privilégio de ser amigo dela.
    Sandra

  2. 2 Adeus 15 Maio 2007 às 12:35 pm

    A minha filha também vais sair da Fundação com grande tristeza minha.

  3. 3 ANTÓNIO MIGUEL GOUVEIA 18 Maio 2007 às 7:40 pm

    ESTIMADOS PAIS E AMIGOS:

    INDEPENDENTEMENTE DOS PROBLEMAS GRAVES DAS ESCOLAS SOB ALÇADA DA FUNDAÇÃO D.PEDRO V, QUERO AQUI ENALTECER A ATITUDE DA EDUCADORA CRISTINA DE SANTA QUITÉRIA QUE ME ABRIU AS PORTAS PARA VER A MINHA FILHA NA SEXTA FEIRA 4 DE MAIO PELAS 14 H. ESTAVA SEM VER A MINHA FILHA DESDE 3 DE OUTUBRO DE 2006, PORQUE ME REFUGIEI NO FUNCHAL PARA FUGIR AO TERRORISMO PSICOLOGICO QUE A MINHA EX ESPOSA, TECNICA DE ACÇÃO SOCIAL, IMPRIMIU NOS MEUS FILHOS CONTRA O PAI, QUE POR EXEMPLO, ACORDOU A LAURA MARIANA TODOS OS DIAS DESDE SETEMBRO DE 2003 A JUNHO DE 2006 ALTURA DA SEPARAÇÃO.

    QUERIA QUE TODOS SOBESSEM QUE NESTA ESCOLA APESAR DE TUDO EXISTE HUMANIDADE, ESPERO QUE A DIRECTORA DRA. MANUELA A MANTENHA E CONTINUO A DEIXAR-ME FALAR UM MINUTO POR DIA COM A MINHA FILHA ENQUANTO O PROCESSO DE INCUMPRIMENTO DO PLANO DE VISITAS NÃO SE RESOLVE NO TRIBUNAL DE FAMILIA DE LOURES.

    SEM OUTRO ASSUNTO,

    SOU RESPEITOSAMENTE

    MIGUEL GOUVEIA
    PAI DA LAURA GOUVEIA
    SANTA QUITÉRIA

  4. 4 ANTÓNIO MIGUEL GOUVEIA 26 Março 2012 às 10:53 pm

    Para que conste :

    Seis anos depois , de me divorciar , depois de esperar pelo TRIBUNAL DE FAMILIA DE LOURES , 1º JUIZO , durante três anos ( 2007/2008/2009 ) , depois de fazer duas viagens Funchal / LOURES à procura duma soluçao pacifica ( Maio 2007 e Julho 2009 , sem que o expediente do Tribunal registasse por escrito a minha presença, fui eu que desisti de acreditar na JUSTIÇA ) , para que conste , repito , não vejo os meus filhos ( João , André e Laura ) há seis anos , não pago a pensão de alimentos ( suspendi–a ao fim de três meses ) ……mas , para memória futura …que se REPENSE NESTE PAÍS O PROCESSO DO PODER PATERNAL E O PLANO DE VISITAS …sob pena das nossas cadeias não terem mais espaço para ” MONSTROS ” de que me orgulho nunca vir a ser porque tive um BOM AVÔ , UM BOM PAI e sobretudo UMA BOA MÃE , que nunca usou armas , e , mesmo sem licenciatura o meu sucesso e a minha liberdade depois do divórcio tem sustentado a ” dor ” e faz -me esperar pelos meus filhos o tempo que for necessário , para que saibam a outra parte da história .
    Um beijo para eles…..em nome dos pais que ” perdem ” os filhos por alienação de gente ” má ” e ” ruinosa ” !!!!!

    ANTÓNIO MIGUEL GOUVEIA


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