Archive for Fevereiro, 2008

Homenagem a Olímpio Ferreira (1967-2007)

Irá decorrer no dia 8 de Março às 22h, na Padaria do Povo, uma homenagem ao Olímpio.

O Olímpio, embora não tenha pertencido oficialmente à comissão instaladora, contribuiu muito para a mesma. O seu discreto apoio, também por intermédio da Mariana, foi muitas vezes fulcral. A todos os que lhe queiram prestar uma última homenagem pública, podem deslocar-se no dia 8 de Março às 22h00 à

Cooperativa Padaria do Povo (Campo de Ourique)
Rua Luís Derouet, 20 1º
1250-153 Lisboa

Bem-Haja!

?Início de nova reestruturação na Fundação D. Pedro IV? Continuação… 2

Aos vários pedidos de resposta por parte da Comissão Instaladora, recebemos no dia 18.02.2008 (um mês depois) a seguinte resposta por parte da Directora de Acção Social, Dr.ª Sandra Picoto:

Exmos. Senhores,

Lamentando o atraso na resposta, vimos por este meio informar o seguinte relativamente ao V/ Email de 09/02/08:

1.         Relativamente ao assunto do porteiro – a Directora do Estabelecimento de Santana informou já, verbalmente, a representante da CI – Dr.ª Sandra Muller - .sobre esta situação;

2.         Relativamente ao assunto das obras – Estão actualmente em conclusão as obras de beneficiação do Estabelecimento de Calafates e encontram-se em fase de estudo as beneficiações dos outros estabelecimentos, pelo que oportunamente informaremos V. Exas do início das mesmas;

No que concerne ao conteúdo do vosso último email de 16 de Fevereiro, não temos conhecimento da entrada de pessoas alheias ao estabelecimento, pelo que iremos apurar os factos, agradecendo desde já a vossa informação.

Sandra Fernandes Picoto Directora SAS

Embora a Comissão Instaladora já se tenha entretanto habituado à desinformação em que consistem a maioria das respostas da Fundação D. Pedro IV, perante a indignação de mais uma vez obter uma resposta que no fundo nada diz, seguiu no dia seguinte nova reclamação para a Fundação, com conhecimento de todos os pais através de publicação neste blog. 

Lisboa, 21.02.2008

Para: Directora de Acção Social Dr.ª Sandra Picoto

Com cópia para: Fundação D. Pedro IV (geral), Directora do Estabelecimento de Santana, Dr.ª Ana Cristina Silva, Segurança Social - Departamento de Fiscalização, Conselho Distrital de Lisboa, Dr.ª Luísa Leite

todos os pais, através de publicação no blog “http://paisdpedroiv.wordpress.com  

Exm.ª Senhora Dr.ª Sandra Picoto, 

a CI vem por este meio acusar a recepção do vosso email.

Quanto ao teor do mesmo, cumpre-nos informar o seguinte: a directora do Estabelecimento de Santana, Dr.ª Ana Cristina Silva, informou de facto a representante da CI Sandra Müller de que a Fundação havia recebido a queixa da CI. Posteriormente, informou verbalmente que provavelmente o porteiro seria reposto. Mais tarde ainda, informou ter havido uma reunião entre membros dirigentes da Fundação D. Pedro IV e a Segurança Social. Contudo, dado que a directora do Estabelecimento de Santana não pertence à Direcção da Fundação (a quem a queixa é dirigida), nem tão pouco esta a informa do evoluir dos acontecimentos, a Dr.ª Ana Cristina Silva nada mais sabia informar.

Parece-nos óbvio que a Dr.ª Ana Cristina Silva não será o interlocutor apropriado nesta matéria, muito menos quando “os recados” são transmitidos verbalmente após uma queixa oficial. Acresce o facto de os “recados” transmitidos nada informarem de concreto. Ou seja, aquilo que a CI esperaria dos órgãos de administração da Fundação D. Pedro IV seria uma resposta oficial com as seguintes informações:

- acusar a recepção da queixa;

- informar que houve reunião com a Segurança Social e quais os resultados da mesma;

- informar a CI se alguma coisa está a ser feita para repor o posto de porteiro;

- indicar à CI uma data, mesmo que só provável, de quando o posto de porteiro será reposto.

Continuaremos à espera de uma resposta oficial e urgente às questões acima colocadas. 

Para além disto, no que concerne as obras de beneficiação, gostaríamos de obter dados mais concretos, como por exemplo:

Para o Estabelecimento de Santana está prevista a aplicação de um telheiro. Já foram solicitados orçamentos, os quais se encontram em fase de avaliação. Prevê-se o início da obra para Junho de 2008.” ou aindaPara o Estabelecimento de S. Vicente está prevista a reposição do pavimento exterior do recreio da creche. Já foram solicitados orçamentos, mas ainda não chegaram todos. Esperamos poder iniciar a reparação em Agosto de 2008“. Isto são só exemplos do tipo de resposta que a CI gostaria de receber por parte da Fundação D. Pedro IV. Também neste caso, continuaremos à espera que tal aconteça. 

Por último, e embora esta resposta nem sequer aborde a questão, a CI já há um ano que periodicamente solicita uma cópia do actual protocolo de cooperação entre a Segurança Social e a Fundação D. Pedro IV. A própria Segurança Social já respondeu que não punha qualquer objecção à entrega de uma cópia deste documento à CI. Como tal, vimos mais uma vez solicitar cópias deste documento. 

Esperando obter uma resposta urgente e oficial a todas as questões apresentadas, com os melhores cumprimentos, 

a CI

Aprovado Regime de Gestão e Administração Escolar

Reforçar a participação das famílias e comunidades na direcção estratégica das escolas, favorecer a constituição de lideranças mais eficazes e reforçar a autonomia das escolas são os objectivos inerentes ao novo regime de autonomia, administração e gestão do pré-escolar, básico e secundário.Aprovado no Conselho de Ministros de 21 de Fevereiro, o novo regime cria um Conselho Geral, no qual estão representados professores e funcionários, pais, alunos (adultos e do secundário), câmaras municipais e a comunidade local, nomeadamente as instituições, organizações e actividades económicas, sociais, culturais e científicas, e ao qual cabe eleger o director. A nova regulamentação estabelece ainda que a direcção das escolas deixa de estar cometida a um órgão colegial, passando a assentar no director, que terá de ser um professor com qualificação para a função. Data: 22-02-2008 Fonte: Portal do Cidadão com Portal do Governo

?Início de nova reestruturação na Fundação D. Pedro IV? - Continuação…

Como já vem sendo hábito, a Fundação D. Pedro IV faz os pais esperar (e muito) por respostas. Posto isto, seguiu hoje novo pedido de resposta com o seguinte teor:

Lisboa, 16.02.2008

Para: Fundação D. Pedro IV (geral), Directora de Acção Social Dr.ª Sandra Picoto
Com conhecimento de: Directora do Estabelecimento de Santana, Segurança Social - Departamento de Fiscalização, Conselho Distrital de Lisboa, Dr.ª Luísa Leite - todos os pais, através de publicação no blog “http://paisdpedroiv.wordpress.com/

Exmo. Conselho de Administração da Fundação D. Pedro IV, Exm.ª Sr.ª Dr.ª Sandra Picoto,

Lamentavelmente, continuamos sem qualquer tipo de resposta às nossas solicitações quanto ao posto de trabalho de porteiro para o Estabelecimento de Infância de Santana. O primeiro pedido foi enviado há um mês e entretanto é claro que já há muitos encarregados de educação preocupados, pois a resolução deste problema é manifestamente urgente. Desde a última revisão nos protocolos de cooperação com a Segurança Social, este Estabelecimento de Infância deixou de poder contar com a figura da ajudante AE “pivôt”. Embora os encarregados de educação considerem esta função imprescindível num estabelecimento de infância com as dimensões do de Santana, tal não deve ter sido o entendimento da Tutela, que não obrigou a Fundação D. Pedro IV a ter este posto de trabalho. Contudo, obrigou a Fundação a ter um porteiro em Santana, o que não se verifica há um mês, apesar da insistência desta CI, e sem que sejam prestadas quaisquer esclarecimentos sobre o andamento da resolução do problema. Na medida em que não existe “pivôt” que pudesse acudir nesta situação e que as educadoras e ajudantes de AE, assim como a directora do estabelecimento têm outras funções a cumprir, nesta última semana foi constatado por duas vezes (pelo menos) a entrada de pessoas completamente alheias ao estabelecimento de infância para dentro das instalações dos utentes (até à cozinha). Só aí os “intrusos” foram avisados que estavam num jardim de infância.

Apesar do esforço da directora em assumir funções de porteira, assim como de outros funcionários, nomeadamente educadoras e ajudantes AE, tal é por vezes manifestamente impossível, sem que seja descurada a vigilância das crianças ou em alternativa, que sejam unidos grupos diferentes, o que por sua vez interfere com as actividades educativas de cada grupo.

Pelo exposto, solicitamos mais uma vez resposta urgente sobre este assunto.
Agradecemos também resposta às restantes solicitações tão breve quanto possível.

Com os melhores cumprimentos,

a CI

Ensino Particular propõe parceria para pré-escolar gratuito

A associação que representa o sector privado da educação em Portugal vai pedir uma reunião ao Governo para propor parcerias no sentido de preencher de forma gratuita as necessidades no pré-escolar admitidas quarta-feira pelo primeiro-ministro.
O presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), João Alvarenga, salienta que “já há colégios com contrato de desenvolvimento com o Estado, que comparticipa, numa fórmula de capitação, as crianças de famílias mais carenciadas para que possam frequentar o pré-escolar”.
“Isto já é um começo, mas no meu ponto de vista deveria ser totalmente gratuito”, afirmou o responsável à Agência Lusa, salientando pretender que “o Estado comparticipe na totalidade [os privados], assim como comparticipa nas escolas que pretende criar”.
O dirigente realça que tanto as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) como o ensino privado desempenham já um papel importante no ensino pré-escolar e afirma que “o investimento anunciado pelo primeiro-ministro pode ser desenvolvido por parceiros privados”.
“Assim como o Estado pretende construir [escolas] para frequência gratuita, que seja gratuito também nas que já estão e nas que porventura vierem a ser construídas, desde que isso seja mais barato para o Estado. Se é mais barato porque não apostar?”, questiona, considerando que “o Estado não tem de ser o patrão de todo o sistema escolar”.
O presidente da AEEP considera que o ensino privado “consegue fazer mais por menos” e, embora não existam dados em relação ao pré-escolar, refere que estudos realizados relativamente aos ensinos básico e secundário revelam que o custo por aluno e por ano “é reconhecidamente inferior nos colégios com contrato de associação com o Estado, que são gratuitos, ao que o Estado gasta com alunos da mesma idade escolar nas escolas do Estado”.
“É preciso desmistificar a ideia de que em Portugal o ensino privado é necessariamente pago”, diz, afirmando ainda que “em Portugal cerca de 50 por cento dos alunos do básico e secundário que frequentam o privado estão a frequentar em regime de gratuitidade”.
“Esta percentagem poderia ser maior. É questão de o Estado dar igualdade de tratamento e que entregue a gestão e a construção a quem faz melhor por menos dinheiro”, conclui.
Segundo a AEEP, o ensino particular e cooperativo representa actualmente em Portugal 20 por cento do total do sector da educação do pré-escolar ao secundário.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou quarta-feira no Parlamento a “construção de mais 75 creches, para crianças até aos três anos, e mais 760 salas para o pré-escolar, para crianças até aos cinco anos, em Lisboa e no Porto”.

Diário Digital / Lusa - 14-02-2008

Descrédito no investimento do governo

É com descrédito que a CNIS analisa as medidas anunciadas pelo governo que prevêem um investimento de cerca de 100 milhões de euros na construção de novas 75 creches e de mais 760 salas para o sistema pré-escolar nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
O Pe. Lino Maia, Presidente da CNIS, explica à Agência ECCLESIA que o persistente problema com os ATL’s “faz-nos duvidar da legitimidade e da intenção de cooperação por parte do Estado”.
A União das Misericórdias, Mutualidades e a CNIS estiveram reunidas dia 12 com o Governo, onde tomaram conhecimento das medidas anunciadas pelo Primeiro Ministro, José Sócrates, no debate quinzenal na Assembleia da República, dedicado ao tema dos equipamentos sociais nas áreas metropolitanas.
O Governo pediu a colaboração das IPSS no cumprimento desta medida e reconheceu que “sem a colaboração das IPSS é impossível concretizá-la”, avança o Pe. Lino Maia.
As IPSS estão disponíveis para colaborar. Mas o Presidente da CNIS lembra que existem problemas a necessitar de solução. A CNIS recebeu do executivo a garantia que o problema dos ATL’s “não é um assunto encerrado e que vai ser ponderado”.
O Pe. Lino Maia afirma que a medida anunciada hoje pelo governo é importante pois assegura o alargamento da rede escolar, particularmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, embora assegure que “a necessidade é em todo o país”.
(…)
O encontro mantido ontem “foi positivo, pois foi reconhecido o trabalho que se faz e a necessidade de colaboração”, adianta o Pe. Lino Maia.
“O que duvido é que seja possível executar esta medida em dois anos”, afirma o Presidente da CNIS acrescentando ser prematuro anunciar que estas medidas vão ser concretizadas pois vai ainda decorrer o processo de lançamento da medida, de candidaturas, de concurso e execução de equipamentos. “Penso que é difícil ser efectivado em dois anos”.

Agência ECCLESIA - Nacional | Lígia Silveira| 13/02/2008

CNIS entrega petição pela liberdade de escolha e congratula-se com investimento do Governo nas creches

A CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade  entregou ontem ao Presidente da Assembleia da República uma petição com 160 mil assinaturas a exigir que os pais tenham a liberdade de escolha dos pais em relação às actividades dos tempos livres dos filhos, os chamados ATL’s.

O Padre Lino Maia, considerou «muito importante» o investimento anunciado pelo primeiro-ministro em novas creches e salas do pré-escolar, adiantando que as instituições estão dispostas a colaborar. «Estamos de acordo com a medida. É uma medida muito importante», disse à agência Lusa o presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), salientando que as instituições «estão dispostas a colaborar no que for preciso».
O presidente da CNIS disse que teve conhecimento das medidas na terça-feira numa reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
(…)
«As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) estão dispostas a colaborar, pois têm um património importante no que diz respeito às creches e ao pré-escolar», referiu.
Contudo, adiantou o responsável, «para que haja confiança por parte das instituições tem de ser resolvido o problema do ATL [Actividades de tempos livres]».
O Padre Lino Maia considera que «se houver um conjunto de boas iniciativas a confiança estará instalada».
(…)
Diário Digital / Lusa

Sócrates anuncia investimentos de 100 M€ em novas creches

O primeiro-ministro anunciou ontem um investimento de cerca de 100 milhões de euros na construção de novas 75 creches e de mais 760 salas para o sistema pré-escolar nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
José Sócrates anunciou estes investimentos na abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, dedicado ao tema dos equipamentos sociais nas áreas metropolitanas.

(…)

Em relação aos projectos de construção que anunciou, o primeiro-ministro referiu que as novas creches serão lançadas ao abrigo de uma nova fase do programa PARES, «dirigida exclusivamente às áreas metropolitanas».
«Nesta nova fase queremos construir mais 75 creches, representando 3850 novos lugares para as crianças até aos três anos, num investimento total de 37 milhões de euros», indicou.

Já em relação às novas 760 salas do pré-escolar, Sócrates estimou que irão abranger «mais de 20 mil crianças, fazendo com que a taxa de cobertura das áreas metropolitanas convirja para a média nacional».
Ainda no que toca a estes investimentos no pré-escolar, o chefe do Governo adiantou que o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), entre 2007 e 2013, «assegurará o financiamento de um terço das salas».

No caso da região de Lisboa, que já não tem acesso a financiamento comunitário, Sócrates afirmou que o seu Governo recorrerá ao Orçamento do Estado e fará os investimentos em parceria com as autarquias abrangidas pelo projecto.
«Desta forma ficará garantida a cobertura a 100 por cento das crianças com cinco anos de idade em todo o país, incluindo as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto», advogou.

O primeiro-ministro fez depois a defesa de uma política social baseada na colaboração entre Estado, autarquias e sociedade civil, designadamente instituições particulares de solidariedade social e mutualidades.
«São parceiros que unem esforços para um objectivo comum: melhorar o bem estar das famílias e as condições de desenvolvimento das crianças», observou.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro fez ainda uma alusão a um terceiro aspecto do programa que apresentou no Parlamento, sustentando que as medidas agora tomadas «respondem aos novos problemas sociais específicos das áreas metropolitanas».

(…)

Diário Digital / Lusa - 13-02-2008

Governo anuncia mais creches

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta quarta-feira, na Assembleia da República, uma nova fase do programa PARES, que prevê, a construção de mais 75 creches, para crianças até aos três anos, e mais 760 salas para o pré-escolar, para crianças até aos cinco anos.
A iniciativa do Governo irá criar mais 3850 lugares nas creches, um investimento de 37 milhões de euros, e mais 20 mil lugares no pré-escolar. Este investimento é feito nas áreas metropolitanas, uma vez que a cobertura nestes concelhos é inferior à média nacional. O investimento público é de cerca de «100 milhões de euros».

Sócrates adiantou que, no que toca a estes investimentos no pré-escolar, o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), entre 2007 e 2013, «assegurará o financiamento de um terço das salas». No caso da região de Lisboa, que já não tem acesso a financiamento comunitário, Sócrates afirmou que o seu Governo recorrerá ao Orçamento do Estado e fará os investimentos em parceria com as autarquias abrangidas pelo projecto.

«Desta forma ficará garantida a cobertura a 100 por cento das crianças com cinco anos de idade em todo o país, incluindo as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto», advogou.

No final do debate, o primeiro-ministro afirmou, como razão que o levou a tomar esta medida, que viu uma reportagem sobre pais que esperavam por uma vaga para os filhos numa creche, na noite de passagem de ano.

«Não quero mais pais na noite de fim-de-ano à espera para inscrever o seu filho na creche», disse José Sócrates.

Portugal Diário - 2008/02/13  ||  Cláudia Lima da Costa

Pavilhão do Conhecimento promove internet segura

sabe como evitar que o seu computador seja alvo de SPAM ou phishing? Conhece os perigos de colocar online a fotografia do seu filho? E se é bloguista, sabia que a sua página de internet pode ser alvo de cyberbullying?

Hoje, dia 12 de Fevereiro, assinala-se o Dia Europeu da Internet Segura e em cada Estado Membro da União Europeia terão lugar actividades que pretendem sensibilizar os cibernautas para uma utilização da internet livre de perigos.

O Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva associa-se a esta iniciativa iniciando neste dia, no espaço da Mediateca, um conjunto de acções de prevenção para que a internet seja cada vez mais um meio de comunicação seguro para crianças e adultos.

Estas acções de prevenção serão, a partir de agora, mais uma valência do Pavilhão do Conhecimento, dirigida a público de todas as idades. Visite-o e aprenda a retirar o melhor partido deste meio de comunicação, evitando os seus perigos.

Em Portugal, o projecto Internet Segura é coordenado pela UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, em articulação com a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (através da Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet), a Fundação para a Computação Científica Nacional e a Microsoft Portugal.

Mais informações em www.internetsegura.pt e www.pavconhecimento.pt

Rastreio visual

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga in “Educare.pt”

Idealmente, todas as crianças devem fazer um exame visual efectuado por um médico oftalmologista aos 3-4 anos e aos 5-6 anos. A visão é um sentido essencial para o adequado desenvolvimento da criança. É através deste sentido que a criança interage com os outros e com o mundo que a rodeia.
Quando um bebé nasce o seu sistema visual é muito imaturo. É necessária uma estimulação externa, através da luz e das cores, para que este sistema amadureça e se forme harmoniosamente a função visual. No período até aos 10 anos, designado “período crítico”, se existir uma condição externa adversa ou uma interferência nociva que impeça a normal maturação e não for corrigida atempadamente, há comprometimento definitivo da visão uni e/ou bilateralmente.
Surge assim a necessidade de um rastreio das patologias que afectam o desenvolvimento do sistema visual, adequado a cada idade. Os pediatras e médicos de família têm um papel fundamental na prevenção, no diagnóstico e no tratamento precoce das patologias relacionadas com a função visual.
A ambliopia é a falta de desenvolvimento da visão. Pode ser causada por tudo o que interfira com a formação de uma correcta imagem no olho e posteriormente no cérebro, isto é, o cérebro deixa de receber a imagem de forma correcta e por isso elimina-a, deixando de a “ver”. Geralmente acontece num dos olhos mas está provado que aumenta o risco de perda de visão também no olho contralateral. As causas de ambliopia são o estrabismo, os defeitos refractivos elevados (miopia, astigmatismo, hipermetropia) e a privação visual.

1. O estrabismo verifica-se quando os dois olhos se encontram desalinhados, apontando em direcções diferentes, ou seja, um dos olhos está desviado (”olho mau”) e o outro está centrado (”olho bom”). Se o “olho mau” estiver desviado para dentro (para a zona do nariz) diz-se que existe um estrabismo convergente; se, pelo contrário, estiver desviado para fora (para a zona dos ouvidos) diz-se que existe um estrabismo divergente. Em consequência deste desalinhamento ocular duas imagens diferentes irão chegar ao cérebro, passando este a ver só pelo “olho bom”, desprezando a imagem do “olho mau”, havendo assim perda de visão (ambliopia) do “olho mau”, se o estrabismo não for corrigido antes dos 6 anos.

2. Os defeitos refractivos elevados ou unilaterais significativos podem provocar imagens tão desfocadas no cérebro que este as rejeita, havendo perda da visão se não forem corrigidos a tempo.

3. A privação visual é a causa menos frequente de ambliopia mas a que causa ambliopia mais profunda. São exemplos: as cataratas (que podem surgir logo desde o nascimento ou posteriormente) e as quedas marcadas das pálpebras superiores a que se dá o nome de ptose palpebal.

O pediatra ou o médico assistente deve efectuar um exame simples à função visual de todas as crianças logo após o nascimento, às 6 semanas de vida e em todas as consultas de rotina. Este exame consta na inspecção de ambos os olhos para rastrear malformações oculares ou das pálpebras e, fazendo incidir uma luz sobre os olhos, na observação do reflexo da pupila e do reflexo da córnea.

O reflexo da pupila é vermelho e é o que se observa quando tiramos uma fotografia com flash e os olhos ficam vermelhos. Este reflexo deve ser simétrico, isto é, de igual cor, intensidade, claridade e sem opacidades nos dois olhos. Se os pais ou familiares notarem alguma alteração neste reflexo, por exemplo numa fotografia, devem com urgência contactar o pediatra da criança para que esta seja observada.
O reflexo da córnea serve para rastrear o estrabismo e é obtido pela incidência de uma luz nos olhos, a qual se reflecte como um pontinho branco em cada olho. Se não houver desvios dos olhos, estes pontos brancos são simétricos; pelo contrário, se existir desvio, o ponto branco aparece centrado num dos olhos (”olho bom”) e descentrado no outro (”olho mau”).
Até aos 6 meses de idade há uma imaturidade e, por consequência, uma descoordenação dos músculos que movimentam os olhos sendo por isso possível os bebés trocarem os olhos de vez em quando. Mas, se os pais ou familiares notarem um desalinhamento dos olhos a partir dos 6 meses, mesmo que descontínuo, ou se em qualquer idade o desalinhamento for grave e mantido, devem contactar o pediatra ou médico de família para que proceda a uma avaliação do estrabismo.
O pediatra ou médico de família deve também avaliar a acuidade visual da criança (avaliar se a criança vê bem ou não). Nos bebés é difícil avaliar objectivamente este parâmetro mas podemos analisar a capacidade de fixar e seguir um objecto, ou um rosto, e é ainda possível tapar um dos olhos alternadamente e observar a reacção do bebé. Se vir mal de um dos olhos vai certamente chorar ou ficar mais irritado quando tapamos o olho que vê bem. Existem escalas de medição da acuidade visual adaptadas a cada faixa etária. Aos 2-3 anos usam-se tabelas com desenhos conhecidos; aos 4-5 anos usam-se as tabelas dos E ou dos U, em que aparecem estas letras em diferentes posições; a partir dos 6 anos usam-se tabelas de letras ou de números.
Há crianças com risco de alterações visuais e por isso devem ser observadas por um médico oftalmologista. Dentro destes denominados grupos de risco estão os grandes prematuros, os bebés com complicações graves após o nascimento, as crianças com atraso no desenvolvimento ou doenças neurológicas, as crianças com artrite reumatóide ou diabetes mellitus, as crianças em tratamento prolongado com corticosteróides, etc.
Se há história familiar de retinoblastoma (tumor do olho), catarata ou glaucoma congénitos, distrofia retiniana, estrabismo, uso de óculos em criança ou história de alguma doença que afecte a visão, a criança também deve ser encaminhada para uma consulta de oftalmologia.
Se há algum sinal ou sintoma que cause dúvidas nos pais ou tutores sobre a visão da criança como não fixar os objectos, suspeita de estrabismo, movimentos anormais dos olhos, lacrimejar constante, intolerância persistente à luz, olho vermelho, piscar de olhos permanente, posição anormal da cabeça ou defeitos na aprendizagem, deve também ser observada por um médico oftalmologista.

Idealmente todas as crianças devem ter um exame visual efectuado por um médico oftalmologista aos 3-4 anos e aos 5-6 anos. No entanto, todas devem ser regularmente rastreadas em relação à sua função visual nas consultas de saúde infantil pelo pediatra ou pelo médico assistente.

Dária Rezende, com a colaboração de Almerinda Pereira, pediatra do Hospital de São Marcos, Braga in www.Educare.pt


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