Ponto da situação a 1 de Março

Ao contrário do anunciado cancelamento da reestruturação e da informação de que o pessoal voltaria aos seus postos de trabalho, o Conselho de Administração da Fundação D. Pedro IV mantém a Casa de Santana exactamente com os mesmos problemas e a mesma falta de funcionários. A mudança foi anunciada mas nada mudou. Sabemos que noutras casas, apesar de algumas transferências para a Mansão de Marvila terem sido canceladas e o pessoal tenha regressado às casas de infância, nenhum dos postos de trabalho extintos foi reocupado, nenhuma das pessoas já despedidas foi readmitida ou substituída. Portanto, ao contrário do que tem sido veiculado pelo Conselho de Administração, as condições existentes no início do ano lectivo não foram repostas. Acresce a isto o facto desta mobilidade do pessoal — temos relatos de que as caras mudam constantemente — ser factor de instabilidade para funcionários e crianças.
Aguardamos não só medidas do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, uma vez que em audiência com o ministro nos foi comunicado que aguardavam um relatório fruto da fiscalização em curso, como por parte do Instituto da Segurança Social, que sabemos ter reunido ontem com o Presidente do Conselho de Administração da Fundação D. Pedro IV.

2 Responses to “Ponto da situação a 1 de Março”


  1. 1 Joana Pascoal 1 Março 2007 às 2:30 pm

    E entretanto temos como responsável desta total bandalheira o incompetentissimo do Sr. Eng. Canto Moniz. Que no entanto vai fazendo o que lhe bem apetece. Vamos ver até quando acreditamos neste sistema que fiscaliza.

  2. 2 Sara Duarte 7 Março 2007 às 10:18 pm

    Carta Aberta ao Exmo. Sr. Ministro do Trabalho e Solidariedade Social

    Lisboa, 6 de Março de 2007

    Exmo. Sr. Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social

    Sou mãe de uma criança que frequenta um dos sete Estabelecimentos de Infância geridos pela Fundação D. Pedro IV.

    Sei que está ao corrente da situação desadequada que ocorre neste momento nos Estabelecimentos para a Infância geridos pela Fundação D. Pedro IV, fruto de escolhas e orientações definidas pela Administração da mesma.

    Sei que sabe qual é o papel do Estado, designadamente do organismo público que chefia neste momento, perante uma tal situação.

    Sei que tem consciência do tempo que passa, e que este não pode ser perdido, pois quando falamos de crianças os adultos não o podem perder. Ao tempo.

    Pois nós somos os responsáveis por elas, crianças, e pelo tempo que deixamos passar.

    Eu não o deixo passar. Ao tempo.
    E não quero pensar em buscas ao tempo perdido.

    Eu acredito que tudo fará para que ele não passe, en passant, indelével.

    Atentamente,

    Sara Pinto Duarte


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