Institutos Particulares de Solidariedade Social – instituições que dão para tudo?

Cine-teatro da Encarnação revitalizado
O cine-teatro da Encarnação, nos Olivais, vai ser requalificado, reabrindo no início do próximo ano. A velhinha sala vai acolher espectáculos de teatro musical, pretendendo ser uma referência cultural na cidade de Lisboa.
Nos Olivais não há quem não se lembre de ver cinema na Encarnação. Mais tarde, com a abertura de novas salas, a tradição foi caindo e o cine-teatro passou a acolher principalmente pequenas peças de teatro.
Os anos foram passando e hoje aquela sala de espectáculos, com 38 anos, precisa de uma profunda requalificação. Hoje a história faz-se de pequenas peças de teatro de escolas que ali se exibem. No entanto, esta realidade vai mudar. A In Scala – Produção de Espectáculos e Eventos é a responsável pela gestão do cine-teatro, tendo já elaborado um projecto de requalificação do espaço. A proprietário, a Fundação D. Pedro IV, e a empresa estabeleceram assim uma parceria. O responsável pela In Scala, Nuno Marques da Silva, esteve à conversa com o EXPRESSO do Oriente desvendando um pouco do projecto.
A intervenção a nível arquitectónica será profunda. O cine-teatro da Encarnação vai ter um dos maiores palcos de Lisboa. A plateia vai manter o mesmo número de lugares, cerca de 750, mas com um novo mobiliário.
O responsável explica que “a nova sala de espectáculos de Lisboa vai acolher exclusivamente teatro musical, porque em Lisboa há poucas referências do género”. A noite de estreia, no início do próximo ano, promete grandes surpresas: “Teremos um grande espectáculo musical em português que fará as delícias de todos os presentes”, garante Nuno Marques da Silva.
Para além das obras, a equipa que trabalhará no cine-teatro está a ser formada. Fique já a saber que a direcção de produção do teatro estará a cargo de Nuno Marques da Silva; o director artístico será Henrique Feist e o director musical será Nuno Feist, nomes bem conhecidos do panorama cultural português.
Quinta, 15 de Março de 2007

[link da notícia]

6 Responses to “Institutos Particulares de Solidariedade Social – instituições que dão para tudo?”


  1. 1 ic 18 Março 2007 às 1:20 am

    There’s no business like show business…

    A Fundação D. Pedro IV já tem salas de espectáculos.

    A gestão artística é de Nuno e Henrique Feist. Quem não se lembra do duo Nuno & Henrique, tão queridinhos, tão prémio-revelação. Em bom. Vale a pena ver a página do Henrique na Wikipedia
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Henrique_Feist
    No seu extenso cv descobrimos, por exemplo, uma pérola cultural: “Conhecido por dar voz ao personagem Son Goku (entre outros personagens) na versão portuguesa da série anime “Dragon Ball” e “Dragon Ball Z”, exibida na SIC.
    Para além de fazer a voz do protagonista, Son Goku, durante toda a série, ele fez também em Dragon Ball a voz do malvado e afeminado General Blue, em Dragon Ball Z deu voz a Son Gohan, a Trunks e ao Capitão Ginyu e, finalmente, em Dragon Ball GT (a terceira parte) dobrou de novo as vozes de Son Gohan, de Trunks e ainda do carismático vilão Freezer.”

    Nuno Marques da Silva é letrista. Nuno Feist é maestro e escreve música. Henrique interpreta. E no grandioso festival rtp da canção 2007 lá estava o trio maravilha.

    Sem dúvida, estamos perante uma parceria auspiciosa. Tendo em conta a missão social da fdpiv é de considerar a hipótese que os desfavorecidos terão acesso gratuito. A quê? À cultura! Ao espectáculo musical “que fará as delícias de todos os presentes”!

    Estou radiante.

  2. 2 Anonimo 18 Março 2007 às 3:00 pm

    Alguém pode explicar a relevância disto para a luta dos Pais??

  3. 3 ic 18 Março 2007 às 7:01 pm

    Tem razão e lamento.

  4. 4 cp 18 Março 2007 às 7:24 pm

    Tudo isto é importante para os pais se aperceberem qual a Instituição que os seus filhos frequentam.

    Tudo isto não passa de uma fachada para um grupo de pessoas enriquecerem indevidamente, servindo os colégios para lavar a imagem da instituição que é uma das vitrines de um grupo de interesses muito forte no nosso país, com tentáculos enraizados em muitos locais.

    Mas estes senhores já nem a imagem conseguem lavar, pondo em risco a saúde, integridade e segurança das crianças.

  5. 5 Tiago Mota Saraiva 18 Março 2007 às 7:50 pm

    Pessoalmente considero que toda a informação é relevante.
    Aliás esta notícia, a ser verdadeira, provoca-me mais uma vez enquanto cidadão uma enorme estranheza. Sem querer parecer (que não sou) jurista, aqui fica, para informação, a definição de Instituição Particular de Solidariedade Social:

    DL 119/83
    Artigo 1.º
    Definição

    1 – São instituições particulares de solidariedade social as constituídas, sem finalidade lucrativa, por iniciativa de particulares, com o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos e desde que não sejam administradas pelo Estado ou por um corpo autárquico, para prosseguir, entre outros, os seguintes objectivos, mediante a concessão de bens e a prestação de serviços:

    a) Apoio a crianças e jovens;
    b) Apoio à família;
    c) Apoio à integração social e comunitária;
    d) Protecção dos cidadãos na velhice e invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho;
    e) Promoção e protecção da saúde, nomeadamente através da pres-tação de cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
    f) Educação e formação profissional dos cidadãos;
    g) Resolução dos problemas habitacionais das populações.

    2 – Além dos enumerados no número anterior, as instituições podem prosseguir de modo secundário outros fins não lucrativos que com aqueles sejam compatíveis.

    3 – O regime estabelecido neste diploma não se aplica às mesmas instituições em tudo o que respeite exclusivamente aos fins referidos no número anterior.

  6. 6 Carlos Palminha 18 Março 2007 às 8:07 pm

    O D.L. vai mais longe:

    Art 20º
    1 – Os membros dos corpos gerentes são responsáveis civil e criminalmente pelas faltas ou irregularidades cometidas no exercício do mandato

    Art 35º
    1 – Quando de verifique a prática reiterada pelos corpos gerentes de actos de gestão prejudiciais aos interesses das instituições, os orgãos de tutela poderão pedir judicialmente a destituição dos corpos gerentes.

    Art 37º
    Quando em inquérito ou sindicância se comprove que o funcionamento dos estabelecimentos ou serviços das instituições decorre de modo ilegal ou gravemente perigoso para a saúde física ou moral dos beneficiários, pode ser determinado o seu encerramento.


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