Arquivo de Outubro, 2007

Uma exposição diferente – Knojo! A Ciência Indiscreta do Corpo Humano.

Retirado (e adaptado) do sítio “Educare.pt” – Joana Silva Santos| 2007-10-30

O objectivo é desmistificar e abordar sem tabus tudo aquilo que é desagradável no nosso corpo. Se acha que o mau hálito ou o cheiro a suor são meros sinais de desmazelo desengane-se. Estes e outros aspectos considerados socialmente inaceitáveis são agora explicados cientificamente aos mais novos. O que provoca o mau hálito? E o cheiro a suor? De onde vêm os barulhos estranhos que o estômago faz? E qual a composição dos “macacos” do nariz? Estas são apenas algumas das questões que são esclarecidas ao longo da exposição, que, segundo a organização, promete romper com alguns tabus e desmistificar tudo aquilo que de desagradável se passa no corpo humano.
Iniciada a viagem ao corpo humano, somos recebidos pela boneca Sua Alteza Nojenta. E não estranhe este nome. Aqui não há papas na língua e tudo é dito de forma muito frontal: o muco é “ranho”, as fezes “cocó ou caca” e a flatulência chama-se “pum”.
Espirros, mucos e alergias são a especialidade do professor Narigudo Sá Betudo, uma torneira em formato gigante que vai desvendar tudo o que se passa no interior do nosso nariz. Seguem-se as Máquinas de Gases Intestinais e de Arrotos. Mas as indiscrições do corpo humano não ficam por aqui. Miúdos e graúdos têm oportunidade de experimentar tudo. É possível cheirar axilas, bocas, pés e ânus malcheirosos, ouvir arrotos bem sonoros e perceber porque é que eles acontecem, escutar o barulho que fazemos a deglutir, o bater do coração, o respirar e o estômago a roncar. Entre caretas e gargalhadas, o certo é que aqui as crianças ficam a perceber melhor o funcionamento do corpo humano.
ATELIERS: Entre as várias actividades propostas nos ateliers, os visitantes vão poder fabricar uma substância muito parecida com o seu próprio muco nasal e descobrir, por exemplo, porque é que a digestão começa com a saliva. Há ainda espaço para um escorrega que é, nada mais nada menos, um intestino grosso; uma escalada pela pele – onde as borbulhas infectadas com pus servem de apoio à subida – e um jogo onde as impurezas do sangue são eliminadas e encaminhadas para a urina, entre várias outras experiências.
Outra hipótese são os ateliers Fungadelas e Lavandaria de Mãos, desenvolvidos em colaboração com uma equipa de médicos do Hospital D. Estefânia, nos quais os mais pequenos vão aprender a assoar-se e a lavar correctamente as mãos, através de uma coreografia. No atelier Bombas Calóricas ficaremos a saber quantas viagens na Bicicleta Voadora do Pavilhão do Conhecimento seriam necessárias para queimar um apetitoso pão com chocolate. Numa sessão especial de A Cozinha é um Laboratório, a química e a culinária juntam-se para fabricar uma terra comestível, servida em vasos e acompanhada de ovos de insectos e aracnídeos.

“Knojo!” foi criada originalmente nos Estados Unidos e chegou agora de França mas o nome e toda a parte gráfica foram adaptados em Portugal. A exposição vai estar em Lisboa até ao dia 30 de Março do próximo ano.

Divulgação Cultural

A partir de agora, os pais e encarregados de educação podem consultar neste blog um novo espaço dedicado à divulgação de espectáculos infantis em Lisboa. Tentaremos, dentro do possível, manter este espaço sempre actualizado. Visto que as informações sobre os espectáculos são retiradas de diversos sítios, não nos responsabilizamos por eventuais erros que possam conter.
Podem fazer a consulta na secção “Páginas”  x- Divulgação Cultural X
Bons espectáculos!

Fundação Intocável?

Para aqueles que só há pouco tempo nos acompanham, informa-se que neste blog, na secção „Documentos“, pode ser visionada a reportagem transmitida em Maio na RTP 1 no „Em Reportagem“. Este trabalho tem como título „Fundação Intocável?“ e versa sobre a Fundação D. Pedro IV e as suas respectivas àreas de intervenção.

Em breve contamos publicar o „Direito de Resposta“ exigido pela Fundação D. Pedro IV na pessoa do seu Presidente do Conselho de Administração, o Engº Vasco Canto Moniz.

Gestão do Currículo na Educação Pré-Escolar

O documento “Gestão do Currículo na Educação Pré-Escolar  Contributos para a sua Operacionalização” integra princípios sobre a organização curricular e os procedimentos a ter em conta na avaliação da acção educativa, bem como questões relacionadas com a organização da componente de apoio à família, e a articulação entre a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico.

Este documento, elaborado pela Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), em articulação com as direcções regionais de educação e com a Inspecção-Geral de Educação, foi enviado para os jardins-de-infância e para as escolas básicas.

Desenvolvimento e gestão do currículo na educação pré-escolar

Com o objectivo de estabelecer um quadro de orientação pedagógica de referência para a Rede Nacional de Educação Pré-Escolar consideram-se o projecto curricular de estabelecimento/escola e o projecto curricular de grupo/turma como instrumentos de apoio à organização e à gestão do currículo.

Assim, os educadores deverão participar na elaboração do projecto educativo do agrupamento/instituição e dos projectos curriculares de estabelecimento/escola.

Deverão, igualmente, conceber e gerir o projecto curricular de grupo/turma, de acordo com as linhas de orientação definidas nos projectos anteriormente referidos, tendo em conta as características do grupo e as necessidades das crianças.

Os diferentes projectos curriculares de grupo/turma devem articular-se entre si e com os outros níveis de ensino, de modo a respeitar os princípios da articulação e da sequencialidade subjacentes ao processo educativo.

Decorrentes do projecto curricular de grupo/turma, poderão verificar-se situações pontuais de trabalho em colaboração com outros docentes de áreas especializadas, como a música ou as ciências experimentais.

Avaliação da acção educativa

A avaliação, considerada fundamental na prática educativa, implica procedimentos adequados à especificidade da actividade educativa no jardim-de-infância, tendo em conta a eficácia das respostas educativas.

Desta forma, compete ao educador elaborar o relatório de avaliação do projecto curricular de grupo/turma, produzir um documento escrito com a informação global das aprendizagens mais significativas de cada criança e, ainda, comunicar aos pais e aos outros educadores ou professores aquilo que as crianças sabem e são capazes de fazer.

Organização e gestão das actividades de animação e de apoio à família

A planificação das actividades de animação e de apoio à família é da responsabilidade dos órgãos competentes do agrupamento ou da instituição, envolvendo obrigatoriamente os educadores responsáveis pelo grupo.

Cabe aos educadores a supervisão pedagógica e o acompanhamento da execução das actividades, no âmbito da componente não lectiva de estabelecimento, competindo-lhes a programação das actividades, o seu acompanhamento através de reuniões com os respectivos dinamizadores, a sua avaliação e a realização de reuniões com os encarregados de educação.

Processo individual da criança

O percurso educativo da criança deve ser documentado, de forma sistemática, no processo individual que a acompanha ao longo de todo o seu percurso escolar, de modo a proporcionar uma visão global da sua evolução, a facilitar o seu acompanhamento e uma intervenção adequada.

O processo deve acompanhar a criança sempre que mude de estabelecimento e na transição para o 1.º ciclo do ensino básico.

Articulação entre a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básico

A sequencialidade entre as várias etapas do percurso educativo, fundamental para o sucesso educativo, implica a articulação entre os educadores e os professores do 1.º ciclo na transição do jardim-de-infância para a escola do 1.º ciclo.

Entre as estratégias facilitadoras de articulação entre o jardim-de-infância e a escola do 1.º ciclo contam-se os momentos de diálogo envolvendo docentes, pais e crianças, o desenvolvimento de actividades conjuntas ao longo do ano lectivo, bem como a organização de visitas guiadas aos respectivos estabelecimentos.

No final do ano lectivo, os educadores e os professores do 1.º ciclo devem articular estratégias, nomeadamente organizando visitas guiadas à escola do 1.º ciclo e realizando reuniões conjuntas, destinadas à troca de informação sobre as crianças e as aprendizagens por estas realizadas.

Para mais informações, consultar a página da DGIDC .

Governo divulga orientações para o pré-escolar

Diário de Notícias, 18.10.2007

O Ministério da Educação divulgou ontem uma circular com uma série de “contributos” para a gestão dos currículos do pré-escolar e das actividades de animação e apoio à família. O documento, elaborado pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, dá indicações aos estabelecimentos sobre como elaborarem os seus projectos curriculares de escola e turma e avaliarem os progressos individuais dos alunos. Fonte do Ministério disse ao DN que a circular visa apenas “contribuir para homogeneizar as práticas que já estão previstas noutras orientações para o pré-escolar”.|

Rinite alérgica afecta 21% das crianças em idade pré-escolar

A rinite alérgica afecta 21 por cento das crianças em idade pré-escolar, revela o primeiro estudo português que avaliou a prevalência de doenças alérgicas em crianças entre os 3 e os 5 anos de idade. Os resultados do ARPA KIDS, realizado pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), vão ser apresentados esta quarta-feira, às 10 horas, no Museu das Crianças, no Jardim Zoológico de Lisboa.

A SPAIC avaliou a prevalência da rinite alérgica e de sintomas de asma em mais de 5000 crianças. Os resultados demonstram que a doença “está sub-diagnosticada e sub-tratada, não recebendo cuidados médicos num número significativo de casos”, referem os responsáveis.

A asma poderá atingir um quarto desta faixa etária da população, sendo que apenas um quinto tinha o diagnóstico já estabelecido. Confirma-se, por isso, “que a alergia começa na infância, pelo que a prevenção deve acompanhar esta tendência”, refere um comunicado da SPAIC enviado ao Farmacia.com.pt.

Entre as queixas de rinite, o nariz congestionado por mais de uma hora seguida foi o principal sintoma citado, sendo que 25 por cento das crianças teve pelo menos uma crise de falta de ar no último ano. Os sintomas são “crónicos” e “muito perturbadores da qualidade de vida das crianças em idade pré-escolar”, alerta a SPAIC.

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal e constitui uma patologia muito frequente na população, sendo que a sua principal causa são os alergénios, como os ácaros, fungos, pólens, pêlos de animais e látex.

Os sintomas típicos são caracterizados por crises de espirros, congestão e obstrução nasal, corrimento aquoso e sensação de pressão na cabeça. A comichão nasal é muito frequente podendo envolver, também a garganta, ouvidos e olhos.

No tratamento farmacológico da rinite alérgica podem ser aplicados anti-hístamínicos orais (Buclizina, Dexclorofeniramina, Cetirizina, Ebastina, por exemplo), anti-Inflamatórios (corticosteroides intranasais e inibidores de leucotrienos) ou descongestionantes nasais (Efedrina, Fenilefrina, Nafazolina). Pode também optar-se pela imunoterapia específica através da aplicação da vacinação anti-alérgica.

Marta Bilro

In Farmacia.com.pt
Publicado: terça-feira, 16 de Outubro de 2007 – 10:00

OE 2008: Despesa com Educação mantém-se inalterada

A despesa do Ministério da Educação para 2008 mantém-se praticamente inalterada em relação à estimativa de execução para 2007, com um aumento de 700 mil euros, que não chega a 0,1% do orçamento do ano passado.

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado (OE), entregue hoje no Parlamento, a despesa total consolidada para a Educação é de 5.984 milhões de euros, o que corresponde a 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), menos 0,2 pontos do que no ano passado.

O peso desta área nas despesas da Administração Central mantém-se nos 10,7%, o mesmo valor de 2007.

Segundo o documento do Governo, este ligeiro aumento de 700 mil euros «resulta do efeito conjugado de um decréscimo nas despesas de funcionamento cobertas com receitas gerais com incidência relevante no ensino básico e secundário e de um acréscimo nas despesas com a educação pré-escolar».

Além do aumento das despesas com o pré-escolar, que sobem 2,2%, também a Acção Social Escolar tem um saldo positivo em relação a 2007, com mais 5,1%.

Dentro desta área, a fatia que diz respeito ao ensino particular e cooperativo aumenta 6,5%, mas já a do ensino de português no estrangeiro perde 1,6%.

O Ensino Básico e Secundário perde 0,8%, passando de 5.149 para 5.109 milhões de euros.

O financiamento da Educação aumenta 7,6%, quando em 2007 tinha caído 18 pontos percentuais, uma subida que agora se deve sobretudo ao aumento do investimento nacional, que passa de 48,6 milhões de euros em 2007 para 58 milhões em 2008.

Por oposição, o financiamento comunitário cai 12,1%, passando de 29,1 para 25,6%.

Nos Serviços e Fundos Autónomos, o Gabinete de Gestão Financeira do ME vê o seu orçamento subir 21,7%, estando agora dotado com fundos comunitários e nacionais para a Parque Escolar, empresa responsável pelo programa de requalificação das escolas secundárias, bem como com as verbas destinadas às transferências da componente social do ensino pré- escolar.

Em sentido contrário, o decréscimo verificado na dotação da Agência Nacional para a Qualificação (menos 51,4%) justifica-se com a passagem do financiamento do ensino profissional para as Direcções Regionais de Educação.

As despesas com pessoal sofrem um ligeiro corte, passando de 4.667 para 4.613 milhões de euros. Apesar disso, as despesas com pessoal representam ainda 77% do orçamento total do Ministério da Educação, quando em 2007 representavam 80%.

Em 2008, o ME promete reafirmar «os objectivos do combate ao insucesso e abandono escolares, da colocação das escolas ao serviço da aprendizagem dos alunos, do alargamento das oportunidades de aprendizagem ao longo da vida e do enraizamento da cultura prática de avaliação».

No ensino secundário, o combate ao abandono escolar será mantido através do reforço da Acção Social Escolar, com o alargamento dos critérios de atribuição das bolsas de mérito e com a atribuição de subsídios de transporte aos alunos dos cursos profissionais, medidas já anunciadas pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues.

Diário Digital / Lusa


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