Fundação Intocável?

Para aqueles que só há pouco tempo nos acompanham, informa-se que neste blog, na secção „Documentos“, pode ser visionada a reportagem transmitida em Maio na RTP 1 no „Em Reportagem“. Este trabalho tem como título „Fundação Intocável?“ e versa sobre a Fundação D. Pedro IV e as suas respectivas àreas de intervenção.

Em breve contamos publicar o „Direito de Resposta“ exigido pela Fundação D. Pedro IV na pessoa do seu Presidente do Conselho de Administração, o Engº Vasco Canto Moniz.

15 Responses to “Fundação Intocável?”


  1. 1 - 29 Outubro 2007 às 11:00 am

    De acordo com uma peça do jornal “Público” do dia 20 de Maio de 2006, a Joaquina Madeira pertenceu durante cinco anos ilegalmente ao Conselho Fiscal da Fundação D. Pedro IV.

    Foi esta senhora que favoreceu o Canto Moniz na atribuição da Mansão de Marvila à Fundação D. Pedro IV sem a existência de qualquer concurso público. Uma verdadeira atrocidade!

    Esta senhora Joaquina Madeira não tem credibilidade nenhuma para estar à frente da Casa Pia.

    A sua nomeação para o cargo que ocupa simplesmente favorece a tentativa de branqueamento do processo de pedofilia.

    Vejam o descaramento com que afirma que não existe pedofilia na Casa Pia.

    O universo Casa Pia e o universo Fundação D. Pedro IV andam de mãos dadas…

    E o novo código penal serve para quê, senão para suavizar os crimes por prática de pedofília?…

  2. 2 - 29 Outubro 2007 às 3:12 pm

    Retirado do Correio da Manhã (António Ribeiro Ferreira) 29.10.2007
    (…)
    Os gritinhos indignados sobre as escutas são a poeira necessária, veremnos se é suficiente, para desvalorizar e colocar em segundo plano o facto de senhores muito importantes do regime continuarem a ir buscar crianças à Casa Pia para satisfazer os seus criminosos desejos pedófilos. Desde que o escândalo rebentou em finais de 2002, uma grande parte da classe política, com o PS à cabeça, e altas figuras do Estado fizeram tudo o que era possível e impossível para abafar o caso e evitar que os pedófilos fossem condenados. Substituíram o procurador Souto Moura por Pinto Monteiro, destruíram a brigada que investigou os crimes sexuais, afastaram Catalina Pestana e alteraram o Código Penal e o Código de Processo Penal. (…)

  3. 3 - 31 Outubro 2007 às 2:11 pm

    No seguimento dos comentários anteriores, posso dizer que até o ex-Ministro da Seg. Social Bagão Félix, em entrevista cedida à imprensa, acusa o Governo de falta de vontade política para mudar a instituição.
    Diz ainda que é inadmissível que a antiga provedora tivesse ficado um ano no limbo à frente da Casa Pia, sem poder, e com a nova responsável (Joaquina Madeira) já formalmente nomeada.

  4. 4 . 2 Novembro 2007 às 10:27 am

    Em declarações ao jornal “Correio da Manhã” de hoje, o Bagão Félix considerou a Joaquina Madeira, “uma pessoa muito responsável e competente”!

    Nada de espantar!

    Afinal de contas, já se devem conhecer desde os tempos em que pertenceram à Fundação D. Pedro IV….

    No caso da pedofília da Casa Pia, o objectivo é atrasar todo o processo para suavizar as respectivas penas e se esquecer o respectivo escandâlo.

    No caso da Fundação D. Pedro IV, percebe-se que o objectivo será ganhar o máximo de tempo possível, no sentido de que os crimes cometidos pelo Canto Moniz & Companhia prescrevam para que não sejam julgados.

    A justiça portuguesa funciona ainda numa lógica mediaval e anti-democrática…

  5. 5 ... 2 Novembro 2007 às 10:28 am

    Bagão Félix reiterou ontem o seu apoio a Catalina Pestana no combate à pedofilia e acusou o Governo socialista de ser responsável “por omissão” pela eventual continuação dos abusos sexuais.

  6. 6 Sandra 2 Novembro 2007 às 10:30 am

    Pode ler-se no “blog das Bambis” um relato de uma aluna do Eng. Canto Moniz do qual se retiraram alguns extractos:

    “Graças a Deus que é o meu ULTIMO ano nesta faculdade ou ia ter que tomar uma posição cof cof

    Estão a ver aquele homenzinho irritante da Fundação D. Pedro IV? Aquele que acha que está sempre acima da lei? Aquele que já esteve para ser preso 300 vezes? Okay, até hoje eu também não sabia da existência dele porque a minha hora de jantar é sagrada e não vejo as desgraças dos telejornais assiduamente. Anyway, esse tão ilustre contribuidor para o nosso país é meu professor, o Sô Dr. Canto Moniz (se é currupto, mal formado e dono da sua lei está na minha faculdade, está claro).
    (…)
    Aquilo é o circo e cada um dança à sua maneira. Não há regras a seguir, não há uma direcção que se imponha, direitos dos alunos são uma miragem, mandam a poeira toda pra baixo do tapete em vez de porem um ponto final a toda a porcaria que se passa lá dentro (fora aquela de que nem temos conhecimento). Mas se me vou por a pensar em toda a mierda que se passa dentro daquele hospital psiquiatrico vou dar em maluca.
    O Sô Dr. Moniz manda-nos com o giz à cabeça se estamos a falar, diz que “temos que lamber o chão que ele pisa”, tem umas paragens cerebrais no meio da aula, tira óptimas conclusões das suas próprias afirmações, dizem por aí que não é muito amigo de dar boas notas mas que adora as meninas.
    (…)”

  7. 7 - 2 Novembro 2007 às 10:35 am

    O Blogue “Random Blogue” faz também uma referência às ligações entre a Fundação D. Pedro IV e Joaquina Madeira.

    „Joaquina Madeira foi nomeada pelo Ministro Vieira da Silva, Presidente da Casa Pia. O nome não me era estranho mas só agora fui investigar.
    A Dra. Joaquina Madeira, foi nomeada representante deste Ministério no Conselho Fiscal da Fundação D. Pedro IV para o triénio 1992/95.
    Em 1995, Ferro Rodrigues decretou a abertura de um inquérito, que resultou no famoso processo 75/96 (que aqui pode ser consultado) no qual a investigação da Inspecção Geral da Segurança Social diagnosticava um enorme conjunto de alegadas ilegalidades e crimes que nunca foram a julgamento. A Dra. Joaquina Madeira disse desconhecer “por completo as questões colocadas pelas auditoras, a nível das despesas da instituição” (pp. 52). A funcionária da Segurança Social manteve-se como vogal do Conselho Fiscal da Fundação D. Pedro IV, pelo menos, até 2001.
    Embora este texto não pretenda acusar ninguém que não foi acusado nem julgado, serve para enquadrar as declarações públicas da anterior provedora Catalina Pestana, que o Daniel Oliveira tanto critica.
    Se é bem verdade que as suas declarações poderão parecer uma questão de vaidades ou uma clássica situação de sede de protagonismo, em virtude de existir uma enorme capa de silêncio e enganos sobre o caso Casa Pia, é importante perceber-se que as denúncias públicas da Provedora podem significar uma enorme desconfiança no futuro das crianças.
    Lembro que este caso de suposta rede pedófila, teve poucos acusados para ser uma “rede”. E lembro que a pedofilia é uma desordem mental e de personalidade do adulto que não acaba de um dia para o outro.”

  8. 8 SS 10 Novembro 2007 às 10:19 am

    Pode ler-se no sítio da Fundação D. Pedro IV a notícia com o título “Cumprimos mais uma missão” e com o seguinte conteúdo:
    “Foi ontem assinado no Instituto da Habitação e Renovação Urbana o Auto de Reversão, para o Estado, dos bairros sociais recebidos em 2005.
    À mudança de política do Governo para a gestão da habitação social correspondem agora novas formas de encarar as soluções julgadas adequadas.
    Não são as nossas, que sempre passaram pela justiça social e pelo cumprimento da legalidade.
    Encerrou-se, pois, formalmente, um capítulo da nossa actividade social.
    Para além do ruído dos interesses particulares, que sempre têm especial força em períodos eleitorais, é gratificante ver como a Fundação continua com uma imagem de justo prestígio.
    Cabe-nos, a todos, assegurar que assim será sempre.”

    Como é possível que esta instituição/organização continue a vangloriar-se de ter cumprindo uma missão e da sua imagem de justo prestígio, quando a Assembleia da República decidiu por unanimidade “a reversão para o Estado do património do IGAPHE” dada “a gravidade dos actos cometidos em nome da Fundação D. Pedro IV”, quando num relatório da Inspecção Geral da Segurança Social (processo nº75/96) pode ler-se que “a Fundação tem vindo a ser gerida por pessoas que não desenvolvem actividades tendentes a concretizar os seus fins, desenvolvendo antes outras actividades que nada têm a ver com os mesmos, das quais retiram proveitos pessoais” urgindo “pôr cobro a uma situação que repugna num Estado de direito democrático” e quando o nome do seu presidente e de mais 5 funcionários do já extinto IGAPHE estão envolvidos num processo de inquérito da Inspecção das Obras Públicas cujo conteúdo foi remetido para processo disciplinar interno, para o Tribunal de Instrução Criminal e para a Alta Autoridade Contra a Corrupção?!

  9. 9 Sandra 17 Novembro 2007 às 11:20 pm

    O Blogue “DO Portugal Profundo” fala hoje da Joaquina Madeira e da Fundação D. Pedro IV, bem como do relatório que propunha a extinção da Fundação.

    http://doportugalprofundo.blogspot.com/

  10. 10 . 17 Novembro 2007 às 11:21 pm

    E o Blogue “Comadres, Compadres & Companhia” aborda também hoje um post sobre a Joaquina Madeira e o relatório que propunha a extinção da Fundação D. Pedro IV.

    PROMISCUIDADE, CORRUPÇÃO, PEDÓFILIA E… O DIABO QUE OS CARREGUE A TODOS!!!

    http://comadrescompadresecompanhia.blogspot.com/2007/11/promiscuidade-corrupo-pedfilia-e-o.html

  11. 11 SS 17 Novembro 2007 às 11:27 pm

    Mesmo os Intocáveis têm um fim
    Juntemo-nos todos para que esse fim seja o mais rápido possível!

  12. 12 Sandra 19 Novembro 2007 às 12:15 pm

    Um comentário ao post “O bom é mau” e do qual aconselho a leitura atenta:

    Fundação D. Pedro IV e a impunidade neste País!!

    http://comadrescompadresecompanhia.blogspot.com/2007/11/fundao-d-pedro-iv-e-impunidade-mas-s-de.html
    # 4

  13. 13 - 22 Novembro 2007 às 3:37 pm

    Parece que as ligações são cada vez mais evidentes e parece também que o número de pessoas atentas a este escândalo está a aumentar. Esperemos que seja o princípio do fim da actual administração da Fundação D. Pedro IV.

  14. 14 - 23 Novembro 2007 às 12:27 pm

    Para tentar não dar mais nas vistas, parece que a Fundação resolveu tirar as placas das várias empresas e cooperativas à entrada do edifício sede. Acontece que, como muitas outras, esta terá sido uma medida para desviar algumas atenções, pois as ditas empresas e cooperativas continuam a funcionar tal e qual.

  15. 15 blogger anónimo 30 Novembro 2007 às 12:06 pm

    *A Justiça criminosa* por Clara Ferreira Alves
    In Pluma Caprichosa *Segunda-feira, 22 de Out de 2007

    Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso.

    Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

    Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

    Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

    Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são “abafadas”, como se vivêssemos ainda em ditadura.

    E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

    Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

    Vale e Azevedo pagou por todos.

    Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

    Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo “normal” e encolhem os ombros.

    Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

    Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

    Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

    Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

    Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

    Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

    No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não substancia.

    E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?

    E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

    E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente”importante” estava envolvida, o que aconteceu?

    Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

    E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente “importante”, jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

    E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

    O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

    E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

    E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

    Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

    Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os “senhores importantes” que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

    Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.

    Mail to: unica@expresso.pt


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