Petições

Para além da já conhecida petição para destituição dos órgãos administrativos da Fundação D. Pedro IV, dirigida ao Ministro Vieira da Silva, encontra-se a partir de agora neste blogue um link para a leitura e eventual assinatura de uma petição em prol das crianças vítimas de crimes sexuais, dirigida ao Presidente da República.

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6 Responses to “Petições”


  1. 1 Curiosa 28 Novembro 2007 às 11:12 pm

    O meu sentido obrigadecimento por participarem e divulgarem esta causa.
    Bem-hajam.

  2. 2 blogger anónimo 30 Novembro 2007 às 11:37 am

    Aqueles miúdos não dão votos

    por Hernâni Carvalho

    Os jovens internados nos centro educativos não são prioritários porque não dão votos.

    Os centros educativos têm um nome sonante e é tudo. Não educam, não preparam, apenas adiam. Maioria das vezes, os jovens ali internados chegam à maioridade e são detidos.

    Chegados aos 18 anos, saem das pautas dos miseráveis resultados do Instituto de Reinserção Social (IRS) e entram nas prisões.

    Os centros deveriam educar, reinserir e preparar para a cidadania. É uma lenga lenga que está na Lei e que é usada em inúmeros, mas inúteis, seminários pagos pelo contribuinte, que ocorrem pomposamente pelo país. São seminários dados por e para funcionários públicos. Ocorrem em horário de expediente, são pagos por todos nós, mas têm resultados nulos.

    Os menores que cometem crimes são julgados pelos tribunais de Família e Menores que, em função da gravidade do delito, da personalidade do jovem delinquente e do contexto em que o crime é praticado, decretam uma medida de internamento num centro educativo.

    Por cada rapaz internado num centro educativo há dois funcionários. Isto nos números. Porque no terreno há ainda menos gente. O IRS terá funcionários suficientes, mas muito mal distribuidos. O escandâlo é tal que ficaria muito mais barato interná-los em qualquer colégio europeu de primeira categoria.
    É só fazer contas. Cada jovem internado custa em média 6000 euros ao Estado Português. Se fosse internado em Eaton (um dos mais caros e elegantes colégios britânicos) custaria 4000 euros e saía de lá a tocar piano, a falar francês, a saber esgrima e a andar a cavalo. Os nossos saem dos centros educativos para as prisões.
    Custa mas é verdade! Há excepções. Claro. Mal de nós. Mas a regra é esta. É só consultar os números. Porque é que isto não muda?

    Porque os jovens internados nos centro educativos não são prioritários. Não têm visibilidade, a maioria deles são de origem humilde, blá blá blá… Diga-se o que se disser, a verdade é outra:
    Aqueles miúdos não dão votos!

  3. 3 blogger anónimo 30 Novembro 2007 às 1:08 pm

    Correio da Manhã, 30.11.2007

    A advogada Magda S. Reimão acusa da Polícia Judiciária de “presumível denegação de Justiça”. Em causa está uma denúncia feita por um inspector da PJ à própria PJ sobre alegado abuso sexual de menores, que não deu lugar a abertura de um processo criminal. (…) O caso remonta a 2004 e envolve o antigo matador de touros Armando Soares, na altura professor na Escola de Toureio da Moita, que acabaria por ser condenado a dez meses de pena suspensa. Atitudes menos dignas com os alunos tornaram-se num assunto dominante no Barreiro. As conversas de café passaram para o plano judicial pela mão dos pais de um rapaz de 15 anos, vítima de abusos. Dois meses antes, porém, já um inspector tinha denunciado o caso em carta remetida ao então director nacional da PJ, Santos Cabral. Contudo, esta não resultou na abertura de um processo. (…)

  4. 4 Sandra Müller 1 Dezembro 2007 às 11:14 am

    Para além do Prof. Júlio Machado Vaz, inúmeros anónimos, agora também a Prof. Doutora Ana Nunes Almeida, Investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e autora do estudo mais importante, em Portugal, sobre maus tratos a crianças, aderiu à petição em prol das crianças vítimas de crimes sexuais. https://www.ics.ul.pt/rd/person/ppgeral.do?idpessoa=7

  5. 5 blogger anónimo 2 Dezembro 2007 às 4:28 pm

    Retirado de outro blogue:
    Extraordinário movimento este. Já não era sem tempo. Tudo o que se possa organizar para salvar crianças de pedófilos nojentos é de encorajar e apoiar. O que se deveria fazer com urgência era publicar os nomes completos dos pedófilos conhecidos e dos que o venham a ser entretanto. Porque muitos querem fazer-se passar por inocentes e ultrajados na sua “digníssima honra” quando sabemos perfeitamente, tanto quanto eles próprios, que o não estão e esses têm dinheiro, conhecimentos e protecção suficientes para o intentarem a todo o custo e consegui-lo-ão se os deixarmos. O Dr. Caldeira sabe a quem me refiro. Nos E.U. e na Inglaterra já publicam os seus nomes e creio que também já noutros países europeus, é certo de que só se trata de ‘peixe miúdo’ porque, lá como cá, o “graúdo” está ultra-protegido, mas ainda assim já seria qualquer coisa, um passo mais nesta luta terrìvelmente desigual que tem de se vencer. A ‘desculpa’ que alguns políticos (por sua vez amigos de peito dos pedófilos) dão, como já o fizeram noutras ocasiões semelhantes, de que com tal medida poderiam vir a ser acusadas pessoas inocentes é do mais hipócrita e desavergonhadamente desculpabilizante que imaginar se possa, aquela que estes criminosos – isto é, os políticos no poder e fora dele – têm na ponta da língua sempre que este assunto vem à baila, repetindo-a à exaustão para poderem continuar a praticar pacata e impunemente os vícios abjectos de que padecem, de que aliás e até agora se têm saído à mil maravilhas, diga-se. Por nossa culpa, evidentemente. Na Inglaterra até as suas moradas são divulgadas para que pais e familiares das vítimas tomem conhecimento do perigo que as suas crianças correm naqueles locais e também para que os vizinhos dos predadores sexuais saibam o perfíl moral de quem têm a viver por perto. Enquanto o mesmo não se fizer em Portugal estes repugnantes crimes continuam num crescendo escandaloso de que a prova máxima foi a sua continuação asquerosa , desavergonhada e impune na mesmíssima Casa Pia – e sabe-se lá onde mais e porque o exemplo vem do topo e bem do topo, outras instituições análogas setir-se-ão perfeitamente à vontade para lhe seguir o criminoso exemplo – mesmo após o rebentar do escândalo em 2002 e do estatuto político e social de quem nele esteve envolvido e, horror máximo, segundo as notícias são exactamente os mesmos pedófilos de anteriormente! Por aqui se pode ver a ousadia e o descaro destes velhacos e o quanto lhes é completamente indiferente serem reconhecidos, ou não, pelas crianças e jovens. Eles sentem-se acima de qualquer punição por terem a Justiça nas mãos, dando-se inclusivamente ao luxo de praticarem os crimes de pedofilia à luz do dia e por toda a cidade. Só, repito, SÓ com os seus nomes escarrapachados nos jornais acompanhados de todos os crimes por eles cometidos, é que talvez esta praga inconcebível um dia possa ter um fim. A crueldade que estas crianças sofrem é indizível e a marca nas sua pobres almas ficará gravada para todo o sempre. Matam-nas em vida, isto é, não vivem sobrevivem e nunca mais serão felizes. Nunca mais. Todos quantos cometeram ou cometem crimes desta ignóbil natureza deveriam ser no mínimo crucificados.
    Mais uma vez está de parabéns e que a sua coragem ilimitada nunca esmoreça. Igualmente de parabéns estão todos quantos estão a levar a cabo esta fantástica petição/movimento.

    Maria
    Maria | 01.12.07 – 5:16 pm

  6. 6 blogger anónimo 6 Dezembro 2007 às 12:14 pm

    Correio da Manhã, 06.12.2007
    – Violador continua solto – quatro homicidas e um violador: todos libertados – PJ julgada por deter suspeitos de crimes

    Brincar com o fogo – por Eduardo Dâmaso
    As polícias estão confrontadas com u gravíssimo problema que está transformado num conflito de valores entre direitos individuais e segurança colectiva.(…) a acção policial na defesa da segurança da colectividade está a ser travada pelos tribunais, que entendem serem ilegais as detenções fora de flagrante delito, em particular nos casos em que não se demonstre ser impossível a apresentação voluntária do suspeito. Mais: os próprios polícias estão a ser alvo de processos-crime por sequestro. Percebe-se que os juízes queiram dinamitar um código que consideram iníquo em muitas das suas normas, mas o caminho escolhido – aplicação taxativa da letra da lei – talvez não seja o mais adequado pelo alarme social que provoca. Mas, para o Governo e o legislador, o sinal é óbvio: o código começa a estoirar pelo lado mais preocupante e que mais preocupação política deveria gerar a um Governo, a segurança dos cidadãos. A situação que está a ser criada é inaceitável e o Governo não pode fingir que não vê, escudando-se numa eventual guerrilha que os juízes possam estar a fazer. A verdade é que, num plano de verdade formal, eles estão a fazer o seu trabalho, não se lhes pode pedir outra coisa. E a evidenciar que a norma, por bem intencionada que possa ser, é explosivamente inaplicável. Brincar com o fogo nestas matérias não dá muito jeito.


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