Queixa sobre funcionamento de estabelecimento de infância

Recebemos uma queixa que, pela gravidade do relatado, não podemos deixar de partilhar com os restantes encarregados de educação para que se mantenham atentos. A origem da queixa não revela de qual dos sete estabelecimentos de infância na dependência da Fundação D. Pedro IV se trata, mas com certeza que, por alguns pormenores relatados, os pais irão identificar se é o estabelecimento que os seus filhos frequentam. Após termos obtido autorização para publicação, com as devidas alterações para que não se identifique o denunciante, segue então o relato: 

“Tenho assistido com alguma atenção a todas as notícias sobre a Fundação, nomeadamente sobre o corte de funcionários que ocorreu no ano passado e, sem dúvida, diminuiu e muito a qualidade dos cuidados prestados às crianças. No ano lectivo passado tive alguns episódios desagradáveis – o mais grave, pelo menos do ponto de vista físico, depois de uma agressão entre crianças, culminou com um traumatismo ocular grave. Claro, podemos sempre dizer que são coisas normais de miúdos, o problema é que a educadora nem sequer se apercebeu do que aconteceu, informando os pais que o colega lhe tinha dado uma bofetada. Nem uma bofetada de um adulto teria aquele efeito, quanto mais de um menino de 3 anos. Esse argumento foi imediatamente contestado, vindo a saber-se mais tarde que uma criança tinha agredido a outra com legos. Mas nem sempre as marcas físicas são as mais importantes, e por diversas vezes me senti incomodada pela forma como as crianças são deixadas no recreio muitas vezes com muito pouca atenção ou nenhuma atenção por parte das funcionárias.  

Em Setembro, a minha filha mais nova entrou para a sala de um ano. Após ter tomado conhecimento de quem seria a educadora, foi com alguma apreensão que encarei a escolha dela para esta sala (em que são necessárias funcionárias com características muito próprias). Todos sabemos que uma boa educadora do jardim-de-infância não significa uma boa educadora da creche (sala de um ano). Todos os dias tentava saber como corriam os dias dos meus filhos e a resposta é sempre a mesma, corre sempre tudo bem. Das refeições às sestas é tudo óptimo.

Em Novembro, uma bebé desta sala sofreu uma queimadura. Primeira questão: como é que uma bebé se queima na sala, com as funcionárias lá presentes? Este estabelecimento tinha um aquecedor na casa de banho, que liga a sala de um e dois anos, e alegadamente a bebé terá desviado a cancela e, enquanto uma educadora mudava uma fralda e outra levantava os bebés, ter-se-á apoiado no aquecedor, para se por de pé, e queimou as mãozinhas. A queimadura foi tão grave que havia o risco de a bebé poder ficar com as mãozinhas atrofiadas. Graças a Deus que o pior cenário não se confirmou e a bebé recuperou totalmente, embora tenha com certeza sofrido imenso com as dores provocadas pelas queimaduras. Neste processo, a directora da escola, juntamente com a educadora, deslocaram-se ao hospital para se inteirarem da situação da bebé e prontificaram-se sempre a ajudar no que fosse preciso. Contudo, isto não minimiza de forma alguma o sofrimento da bebé.

Um dia, quando me dirigi à escola para ir buscar os meus filhos, a minha filha chorava convulsivamente, sem que eu conseguisse perceber o que passava. Ainda tentei acalmá-la na escola, mas todas as tentativas foram infrutíferas. Ao chegar a casa, decidi de imediato mudar a fralda e o choro aumentou ainda mais. As assaduras provocadas pela fralda eram de tal maneira graves que a bebé chorava há meia hora sem parar. Fiquei horrorizada e liguei de imediato para o colégio, a pessoa que me atendeu só tinha  ido para a sala dos bebés naquele momento e não tinha ainda mudado a fralda. Apesar de isto poder de alguma forma desculpabilizar esta funcionária não o permite, de certeza, que se faça o mesmo com as funcionárias que estiveram todo o dia com a minha filha e que me disseram que ela esteve sempre bem. Desta vez a culpa também morreu solteira.

Num outro dia de manhã quando entrei na sala de um ano, apenas para dar um recado à educadora, deparei-me com a referida pessoa a gritar com um bebé a dizer-lhe que era bem feito, que era bem feito que ele se tivesse magoado na porta porque nunca lhes obedecia. Obviamente, pelo menos para mim, não podia ficar calada e manifestei à educadora o meu desagrado pela forma como tratava o bebé. A resposta foi  que a criança nunca lhes obedecia e, por isso, entalava sempre os dedos na porta.

No dia 31 de Janeiro, quando me dirigia à sala dos dois anos, que comunica para a sala de um ano através de um vidro, uma bebé muito amiga da minha filha começou a rir-se e deixou cair o pão para o chão. O que se passou a seguir nunca mais me saiu da memória: a funcionária gritou com a bebé e deu-lhe uma sapatada no braço. Fiquei horrorizada, tinha acabado de ver uma pessoa que, até há bem pouco tempo era perfeitamente insuspeita, bater numa bebé. Fiquei em choque e sai disparada, não queria crer. Tentei falar com a directora logo no dia seguinte mas não foi possível porque eu tinha deixado o carro no meio da rua. Nos dias seguintes a escola fechou e só reabriu na 4ª feira, depois do carnaval, foram dias agonizantes. Finalmente chegou o dia de se esclarecer tudo mas ficou tudo na mesma, a directora alegou que nem sempre os pais percebem o que se passa naquele momento porque estão, muitas vezes descontextualizados. Só que não havia contexto possível para aquele cenário. A directora também apregoou que são completamente contra qualquer forma de agressão das crianças. Quanto mais ela falava mais as coisas pioravam. Nesta reunião não foi possível confrontar a funcionária, tal veio a acontecer mais tarde mas os argumentos eram os mesmos, a lição estava bem estudada. Primeiro a funcionária alegou que, nem sequer se lembrava do episódio em questão e, quando muito teria batido na mesa ou então “sacudido” o braço da bebé. A reunião apenas serviu para me deixar mais alarmada. Equacionei a saída imediata dos meus filhos mas após falar com algumas pessoas que trabalharam já em creches, apercebi-me que estes episódios acontecem com frequência como tentativa para se “educarem” as crianças.

A necessidade imperiosa de se “formatarem” as crianças para os mesmos hábitos, horários, costumes faz com que se sigam estes métodos. Para já vão ficar na mesma escola mas, sempre, com vigilância redobrada. Tenho tentado encontrar os pais desta bebé mas ainda não consegui.

Esta exposição irá integrar a participação que será feita à Segurança Social.”

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30 Responses to “Queixa sobre funcionamento de estabelecimento de infância”


  1. 1 Reflexão 8 Março 2008 às 2:19 am

    Pessoalmente em 3 anos de frequencia nunca tive a noção de qualquer ocorrencia anómala digna de registo e deixo lá diariamente o meu filho, diga-se até, com bastante tranquilidade. O que não consigo compreender, é como é que pais que constatam frequentemente ocorrencias destas, que estão sempre atentos, que se calhar até têm algum filho na mesma turma que o meu, ano após ano insistem em matricular lá as suas crianças! Honestamente, chego a ter dificuldade em reconhecer os colaboradores aqui mencionados quando leio estas palavras. Consciente de que muita coisa corre mal nesta casa, aprecio o esforço e dedicação de quem cuida do meu filho e confio nas metodologias e tratamento que dão às crianças. Acho triste ler queixas tão graves quando depois afinal (graças a deus) até corre tudo bem!

    A Internet é um meio muito poderoso! Qualquer um de nós pode fazer juizos de valor com o critério que bem entender. Honestamente acho que é importante estar atento também ao que leio e fazer juizos por mim próprio.

  2. 2 blogger anónimo 8 Março 2008 às 11:39 am

    Devo dizer que felizmente, pela descrição feita, esta não é a creche que o meu filho frequenta. Devo também dizer que é a primeira vez que oiço queixas directas sobre funcionários das casas de infãncia. Isso não invalida o facto de agradecer esta chamada de atenção, pois constato diariamente que a maioria dos pais quando levam e quando vão buscar os filhos não passam tempo suficiente na creche para que se possam aperceber de eventuais anomalias. No meio de sete estabelecimentos com uma considerável quantidade de respectivos funcionários, não será pois totalmente anormal que, embora sendo talvez a excepção que confirma a regra, haja uma “ovelha negra”. Neste sentido, e porque mesmo nas boas comunidades surge de vez em quando uma ovelha negra, é bom que os pais se mantenham atentos ao que se passa.

  3. 3 Autora da queixa sobre funcionamento do estabelecimento 12 Março 2008 às 11:24 am

    A/c do autor da reflexão

    Congratulo-me em saber que nunca verificou qualquer situação anómala com o seu filho, em três anos de frequência do estabelecimento. Podem ser várias as razões para o sucedido, ou por que nunca aconteceram ou então porque nem sempre conseguimos prestar atenção suficiente ao que acontece. A situação mais grave referida nesta queixa não foi com um filho meu, mas nem por isso eu achei que devia virar as costas ou remeter-me a um silêncio hipócrita, como que a dizer não foi com um filho meu, não tenho que me chatear. Tudo depende da postura que temos na vida, posso-lhe garantir que teria sido muito mais fácil ignorar o que vi, ou ainda, mais fácil, tirar os meus filhos do estabelecimento. Se mantivermos sempre uma postura de virar as costas aos obstáculos com que nos deparamos, não estaremos com certeza a dar o melhor dos exemplos aos nossos filhos. Mais uma vez, expresso-lhe o meu agrado por nunca ter tido nenhum situação destas com o seu filho.

  4. 5 Ana 18 Agosto 2008 às 4:53 pm

    Venho por este meio, tentar que resolvam uma situação! Eu tenho a minha filha num infantario em santa marta de corroios…( parque das cegonhas) e no qual eu não ando nada contente porque nos ultimos tempos quando vou por a minha menina ao colegio, quem a recebe são estagiárias que nem curso andam ou andaram a tirar…Ou melhor!!! São raparigas que estão de ferias escolares. E o que tanbem me pareçe é que se deve passar alguma coisa de anormal no colegio, porque de alguns tempos para cá, as funcionarias teem vindo todas embora. pois eu gostaria que dessem uma ajuda porque ando com o coração nas mãos. Não sei se tenho a minha filha num colegio ou num deposito de crianças!!!

  5. 6 Fernando Simões 25 Novembro 2008 às 1:24 am

    Só hoje vi o comentário da “ANA” e aproveito par dizer o seguinte:

    1ºO parque das cegonhas não tem nem teve estagiárias.

    2ºSe alguma coisa não estava de acordo com as expectativas desta mãe,deveria contactar a direcção do externato.

    3ºJá muitas muito se falou do parque das cegonhas,noutros espaços,e cabe a quem tem os filhos num infantário decidir.Se tinha o coração nas mãos e deixava lá o seu filho…não abona muito de si como mãe.Ou não haverá aí mais qualquer coisa que não quer dizer…

  6. 7 clara 4 Março 2009 às 3:16 pm

    ola boa tarde da referida cfreche não conheco nem tenho nada a dizer ja agora da creche ovelhinha em odivelas ja não e bem assim parecem todas muinto boas pessoas mas depois os factos não constam como tal vejam so esta foto uma foto em que acriança estava toda vomitada com comer e molhada a dormir ningem me deu grandes esclaricimentos são os piores os melhores com istituição privada

    • 8 Sao 12 Maio 2010 às 9:44 pm

      ola por favor! tenho la uma filha e estou preocupada gostava de saber mais sobre este relato.obrigada.São

    • 9 Niva 16 Abril 2014 às 5:15 pm

      Lamento o sucedido e se ficou com má impressão…no entanto tenho a minha filha na Creche A Ovelhinha à quase 2 anos e têm sido impecáveis em todos os aspectos e a todos os níveis…Alias recomendo vivamente…são super abertos em tudo! de qualquer modo irei questionar a Célia sobre este assunto dado que quero saber com mais pormenor o que se passou e que resposta me darão!

  7. 10 Há pois é! 23 Outubro 2009 às 3:58 pm

    O meu filho entrou aos 6 meses para esse colégio e passou lá um ano e meio e de facto saiu porque eu vi a educadora a atirar uma criança para dentro da espreguiçadeira, e logo no dia a seguir o meu filho quando o pai o foi buscar não sei o que se terá passado mas chorava compulsivamente,e como não falava, nunca vou chegar a saber o que realmente se passou. O que é certo é que cada vez que encontra a educadora a rejeita não querendo sequer encarar o que não acontece com mais ninguém, na instituição estagiarias havia o nome Daniela deve de dizer algo, entre outras que não tive oportunidade de saber o nome porque a rotatividade era grande. Para mim não serve como colégio mas nada melhor que os pais experimentarem para dar o seu parecer, o que comigo correu mal com outros pode correr bem, mas que saíram muitas crianças lá isso saíram.

  8. 11 anonimo 3 Janeiro 2010 às 5:58 pm

    para parque das cegonhas.como pai custa me aceitar a facilidade com que o sr.reaje á situação que se passa no seu colegio,com a saida de empregadas antigas e competentes.como pai já nao sinto mesma segurança que antes,terei que tomar alguma atitude como certos pais.

  9. 12 José Luis Luzío Pires 7 Janeiro 2010 às 9:57 pm

    Tenho 2 filhos no P. Cegonhas (a mais velha à 6 anos e meio).
    É verdadeiramente lamentável certas pessoas virem para este espaço fazer denúncias (a maior parte falsas) acerca do P. Cegonhas.
    Duma vez por todas, quem não está satisfeito, vá-se embora condignamente,sem andar constantemente com este tipo de insinuações, que é o que eu farei se algum dia não estiver tranquilo com os cuidados que são prestados aos meus filhos.
    Até hoje, continua a merecer a minha inteira confiança.

  10. 13 Helena 26 Janeiro 2010 às 12:54 pm

    No que diz respeito ao parque das cegonhas,como mãe que se arrependeu de lá ter o filho, tenho algumas coisas a apontar.
    O meu filho começou a frequentar o dito parque aos 6 meses,isto porque fomos iludidos com a sensação de tudo funcionar dentro das normas.Quando constatámos que o berçário só tinha uma funcionária para 10, repito 10 bebés, a directora da altura disse-nos que estava à espera que entrasse mais uma funcionária para o dito berçário, o que nunca chegou a acontecer nos 5 meses que o meu pequeno lá esteve.Para além da questão do número de funcionários, apanhei várias vezes a funcionária a mentir-me sobre algumas questões, nomeadamente, quando o meu filho apareceu com uma marca de dentada num braço, disfarçada debaixo da manga da camisola e que eu só vi quando lhe fui dar banho, quando a confrontei com a situação ela disse que não tinha dado por nada e que o meu filho nem sequer tinha chorado naquele dia. Acho muito difícil uma criança de 7 meses ser mordida e não se manifestar.
    Outra situação que ocorreu e que eu presenciei foi quando me desloquei ao infantário logo a seguir à hora de almoço para entregar algumas coisas que faltavam e vi a cozinheira a dormir no chão do berçário. Quando estes episódios e outros ocorreram tentei por várias vezes falar pessoalmente com a directora e esta nunca estava disponível. Resumindo, fartei-me de tanta falta de consideração e profissionalismo que tirei o meu filho de lá passados 3 meses.

  11. 14 p.................. 13 Fevereiro 2010 às 11:46 am

    Eu como pai, já tive os meus filhos no parque das cegonhas e sairam de lá precisamente por as razões que são aqui mencionadas. Não sei porque é que o sr- José L.L.Pires fala com tantas certezas! Se calhar voçe é daqueles pais que deixava o seu (s) filho (s) á porta e ia embora para o trabalho. E ao comentario feito por o sr Fernando Simões, no qual ele menciona que o parque das cegonhas não tem nem teve estagiarias isso é PURA MENTIRAAAAA, ás 6 feiras á tarde o colegio estava sempre cheio delas. se ele deixa-se de ser mentiroso se calhar tinha mais a ganhar do que tem. Os meus filhos sairam assim que eu soube que a auxiliar da sala ia embora. Como auxiliar era 5 ***** porque nunca tive nada que apontar á pessoa. Os meus filhos já não estão lá á 2 anos e não estou nada arrependido, foi pena eu não saber para onde essa pessoa foi trabalhar, para poder por os juntos dela. Se a direcção deste colegio deixar de mentir um bocadinho e começarem a pagar o que devem as funcionárias se calhar melhoram…tentem fazer ISSO.

    • 15 José Luis Luzío Pires 13 Fevereiro 2010 às 2:33 pm

      Bom, uma vez que o meu nome vem aqui à baila trazido pelo Sr. P… (mais uma vez os cobardes encobrem-se sem dizerem o nome), cumpre-me dizer o seguinte:
      Efectivamente, parece-me que o problema do Parque das Cegonhas deriva do facto dos pais imiscuírem-se demais nos problemas e nas vidas das funcionárias, pois caso contrário não estariam tão preocupados com questões colaterais que apenas dizem respeito à Direcção do Externato e seus colaboradores.
      Jamais tomei nem tomarei partido, quer da Direcção quer das funcionárias; O que me interessa, única e exclusivamente é que os meus filhos sejam bem tratados e se sintam felizes, durante o tempo que passam lá, o que tem acontecido até à presente data.
      Houve funcionárias que, ao longo destes anos foram saíndo, algumas das quais tive bastante pena de ver partir.
      De qualquer modo, sempre fui da opinião que uma andorinha não faz a Primavera, mas se há pais que, no caso da funcionária se atirar para um poço, eles vão atrás, isso lá é com eles…
      Também me custa ver ver pessoas que tiveram os filhos ao longo de anos no P.C., sem nada a apontar, e de uma dia para o outro, dizem cobras e lagartos do Externato…. Enfim… posturas e maneiras de se estar na vida…
      Finalmente, gostaria de dizer, que cada um tem direito à sua opinião, mas jamais admito que alguém se considere melhor pai do que eu, apenas porque sabe o que a funcionária A ou B ganha ou deixa de ganhar, e se tem ou não ordenados em atraso…
      Volto a afirmar: Quem não está satisfeito, pois com certeza deve procurar outro lugar, escusava era de tentar deitar abaixo este Externato onde pelo menos algumas crianças se sentem bem e felizes (assim como os pais).

  12. 16 p.................. 15 Fevereiro 2010 às 11:09 pm

    Bom, sr josé l.l.Pires. Depois deste discurso todo vesse mesmo que isto é só para ficar bem perante a direcção, e ser o menino bonito! Mas não é preciso tanto talento, a medalha de ouro é para si! E o cobarde se calhar é voçe… Aqui é só blá, blá, blá e depois acaba por fazer a mesma coisa ou pior que eu ou os outros.( Eu sou cobarde por não me identificar tal qual como o sr???)Então deixe , que assim que possa, eu mandolhe uma copia autenticada do meu cartão de cidadão!Em relação ás suas crianças ainda bem que estão lá muito bem.Assim como os outros todos! pois um dos meus não era, assim que ia para a sala tinha medo da educadora,(JOANA) e dizia que não queria comer no colegio porque á hora do almoço a Sandra,uma Auxiliar batia-lhe porque ele tinha de comer tudo.E já agora, se alguma coisa se sabe sobre a A ou a B ter salarios em atraso, são elas proprias que o transmitem cá para fora!!! sim! Eu não pergunto! E AINDA BEM PARA TODOS VOÇES QUE AINDA À FELICIDADE NESSE COLEGIO…

    • 17 José Luis Luzío Pires 17 Fevereiro 2010 às 12:20 am

      Sr.P.

      Na sequência das suas palavras,permita-lhe que informe o seguinte:

      1. Não é necessário gritar para fazer ver a sua opinião. Com efeito, tal apenas demonstra, para além de falta de educação, um enorme desrespeito pelos outros.

      2.Se o sr. tivesse realmente intenção de se identificar já o tinha feito, mas também lhe digo que não tenho particular interesse nisso. Apenas acho que, num espaço como este, em que cada um é livre de expressar o que bem entende, não haver razão para as pessoas não se identificarem; Afinal têm medo do quê???

      3. Não estou minimamente preocupado em ser menino bonito ou não da Direcção; Aliás, estou-me perfeitamente nas tintas se a Direcção frequente este “site” ou não, e vê ou não o que por aqui se opina. Como já afirmei anteriormente, o que me interessa, única e exclusivamente, é que os meus filhos sejam bem tratados e se sintam felizes no Parque das Cegonhas.

      4. Nunca quis, não quero, nem hei-de querer favores nem tratamentos especiais. Ao contrário doutros pais (e funcionárias), que após o falecimento da D. Fátima, viram as benesses e os tratamentos especiais chegarem ao fim (residindo aqui uma das principais razões para toda a má-língua que se verificou após aquela triste fatalidade),cumpro a minha obrigação de pagar o que é devido, a tempo e horas, nem pretendo que seja doutra forma. Se defendo o Parque das Cegonhas é por imperativo de consciência, e não movido por outros interesses.

      5. Em relação à opinião que tem dos funcionários, é como discutir o sexo dos anjos.; O Sr P. detestava a Joana; Pois eu gostei muito do seu trabalho.
      Era disciplinadora, um pouco autoritária talvez, não era de grandes sorriso nem “salamaleques”, mas a verdade é que os míúdos foram para o 1º ano muitíssimo bem preparados.
      Mas isto é como tudo, e em todo o lado… Uns gostam mais de umas pessoas do que outros…

      6. Evidentemente lamento o episódio que referiu. Naturalmente, nenhum pai gosta que maltratem os filhos, pelo que compreendo a razão de algum azedume para com o P.C.
      No entanto, penso que não deveríamos tomar o todo pela parte.
      Felizmente, pela parte que me toca, não tenho conhecimento de algo anormal que se tenha passado com os meus, e mesmo com a grande maioria das crianças.

  13. 18 p.................. 20 Fevereiro 2010 às 10:12 am

    Pois, é sr José L.L.pires o sr até tem (algumas) razões, em relão á alinea 4 os pais e empregadas que viram as benesses e tratamentos acabarem, nem foram o problema de todos (as).Porque após o falecimento da DN Fátima tambem se passou várias situações de parte da direcção com pais e empregadas que não tinham nada a ver com benesses. Até que tenho amigos meus que continuam lá com os filhos. E qual a razão de andarem sempre a correr com empregadas ??? Não me diga, que são as benesses e tratamentos vip`s que estão acabar…È que estas empregadas que não se aguentam lá não são do tempo da DN Fátima! E eu não disse que a Joana era uma má profissional, simplesmente disse que o meu filho tinha medo dela! Ela até pode ser uma grande profissional, mas em relão á pessoa ela não presta para nada, e melhor que nimguem as ex colegas eram as proprias a dizer. Se por a caso havia boa orientação na sala podia-se agradeçer ao auxiliar da sala que não ademitia certas coisas. Caso eu me lembre era a CLO. Eu soube na 5 feira no desfile de carnaval (onde ela lá estava) que esta empregada já tinha saido de lá. Quer dizer que ao fim de 2 anos e tal as benesses tambem acabaram para ela ? Pois SR José L:L.pires aqui á muita coisa!!! Costuma-se dizer: Que só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro.

    • 19 Liliana 8 Outubro 2010 às 11:51 am

      Sou educadora recém licenciada, e como ando à procura de emprego passei por aqui, tive acesso ao contacto deste colégio, o Prque das Cegonhas, e vim conhecer. Mas fiquei imprecionada com as coisas que aqui foram escritas. Não conhecço ninguém da instituição, nem mesmo a instituição. Porém, fez-me relectir sobre a minha vontade de enviar o meu curriculo ou não, pois não queria passar pelas situações que aqui foram descritas, é muito triste e até desconfortável para mim, que ando à procura do 1º emprego como educadora, que existam estas situações, tanto os relatos dos pais perante o trabalho das funcionárias, assim como, sendo verdade as atitudes e acções dessas funcionárias perante as crianças.

      Tenho experiência de três anos como monitora de ATL em Jardim de Infância e sei que situações complicadas acontecem, pois estamos a falar de crianças, e todos nós sabemos, que num momento está tudo bem, e derrepente viramos as costas, por um segundo, e há uma criança que cai, outras que se batem, enfim… situações que acabam por acotecer, até com os próprios pais, em casa, todos nós sabemos que pode acontecer! Mesmo sabendo que existem profissionais não tão competentes quanto outros, tenho que dizer que também é preciso confiar, e ter consciência do trabalho que é feito diáriamente numa instituição desta natureza. Devemos sempre estar atentos aos nossos filhos, contudo, é necessário dar importância ao que verdadeiramente merece atenção.

      Espero, honestamente que as crianças lesadas encontrem locais onde se sitam bem, porque este é o primeiro contacto com o ensino, é base de todo o caminho que as crianças têm pela frente, e é qui que têm que encontrar os meios necessários à sua inclusão num grupo, à socialização com o outro e o seu bem-estar.

  14. 20 Virloro 25 Outubro 2010 às 3:47 pm

    Venho fazer um pouco de justiça moral ao Externato Parque das Cegonhas. Quem tenha andado a ler os post anteriores pode ficar baralhado sobre a actual situação do infantário. Passo a fazer um breve resumo: o Externato Parque das Cegonhas nasceu há 12 anos, foi fundado por uma mulher lutadora que amava as crianças acima de tudo, D. Fátima, quem infelizmente faleceu há três anos, deixando viuvo, duas filhas pequenas e um infantário orfao. Como podem calcular, estes três anos foram anos difíceis para a família, tanto a nivel pessoal, como profissional. Muitas coisas aconteceram nestes 3 anos, as mais desagradáveis, as críticas infundadas ao funcionamento do Externato e até a D. Fátima, nomeadamente por pessoas que eram as suas fieis educadoras. Mas depois de tudo, já nao vale a pena entrar agora em pormenores. 3 anos depois, o Externato continua de portas abertas e com mais vontade que nunca. Foram feitas obras, entraram pessoas novas e a direcçao também renovada está disposta a trabalhar cada dia pelo bem-estar das crianças, o que a fim de contas é o mais importante. O meu filho está neste infantário e podem ter a certeza que nao estaria se eu nao confiasse nas pessoas e na instituiçao. Nao interessa o que se tenha dito no passado e o que tenha ou nao acontecido. O que é certo é que o Externato Parque das Cegonhas tem umas das melhores instalaçoes de Santa Marta do Pinhal e as melhores, disso nao tenho dúvidas, profissionais. Por isso, já que estes posts antigos nao desaparecem e nao fazem nenhuma justiça, quem estiver interessado em conhecer o Parque das Cegonhas pessoalmente, é melhor nao se deixar influir por estas ou outras opinioes. Basta ir lá, ver o funcionamento, conhecer as pessoas e tirar as próprias conclusoes. Foi o que eu fiz e nao me enganei nem me arrependo.

  15. 21 Carla... 1 Setembro 2011 às 9:53 pm

    Boa Noite….
    Após ler tantos comentários, não pude deixar de responder…
    Sou educadora e trabalhei no “famoso” Parque das Cegonhas…apesar de não figurar no meu curriculum….
    Conheci a senhora D.Fátima…
    Entrei no PC com muitas promessas…e o que vi???? muitos miudos, muita falta de pessoal e muita falta de formação e carinho pelas crianças…fui educadora da sala dos 2 anos e sim….BATIAM nas crianças quando se levantavam, quando não se queriam sentar, quando corriam onde “não” deviam, quando não comiam…ninguém me contou…EU VI!!!! Tentei falar a bem com as auxiliares em questão, para não levantar muitas “ondas”, visto que era “nova”…mas nada…eu já nem dormia….
    Ao fim de um mês (pode parecer pouco, mas para quem assiste a isto todos os dias, parece uma eternidade) fui falar com a Sra. D. Fátima…expliquei-lhe que as funcionárias tinham a mão pesada e que esta situação não me agradava….a qual ela respondeu :”ainda é verde na profissão, venha falar comigo daqui a 6 meses e veremos se não faz o mesmo que as suas colegas”….nem mais UM DIA….fui-me embora naquele mesmo momento com vontade de VOMITAR em cima daquela gente TODA!!!!!

    Mal as que fazem…pior as que vêem e não fazem, nem dizem nada….

    Peguei no meu caderninho e escrevi uma carta a todos os pais da minha sala…fiquei mais aliviada por comunicar a verdade e deixei que eles decidissem por eles próprios….
    sei que alguns retiraram logo de lá os filhos….e outros ainda aguardaram…mas o fim foi o mesmo….
    Por isso não venham para aqui dizer BEM deste colégio…que é UMA VERGONHA na educação deste país….
    Na altura eu era realmente “muito verde” e não fui para a DREL….mas sei que fiz o que podia para “salvar” as crianças que eu vi….
    Boa Noite a todos….

    • 22 Claudia 2 Setembro 2015 às 3:58 pm

      Carla, eu como mãe congratulo-a por vir cá fora (e ter tido a coragem de denunciar à escola e aos pais!) desbafar e deixar que se saibam estas coisas… fossem todos os nossos educadores assim 😐
      obgda pela coragem.. como mãe!

  16. 23 anabela paixao 9 Setembro 2011 às 2:12 pm

    Recomendo aos pais para irem visitar creche e jardim de infância “Pequenos e Graudos” com ótimas instalações e com uma excelente equipa em Odivelas. Sei que neste momento estão a construir um parque infantil no jardim de infancia.
    Vale apena ir ver!
    Obrigada.

  17. 24 Marcelo 27 Outubro 2011 às 7:18 pm

    No Parque das Cegonhas, são as auxiliares que transmitem às novas educadoras o que têm de fazer – inicio do discurso: aqui somos todas iguais, os dias tais e tais vais limpar as casas de banho etc. etc. Pedagogia não existe. As educadoras aguentam, aguentam por presisarem do parco ordenado ao fim do mês, pois de educadoras nada ou quase nada fazem. Isto é apenas parte da tristeza deste colégio. Tratava-se de um armazém de crianças.

  18. 25 FLOR 31 Outubro 2011 às 3:16 pm

    E DE LAMENTAR TANTO QUE SE TEM LIDO AQUI,QUANTO AOS PEQUENOS E GRAUDOS EM ODIVELAS SO TENHO A DIZER BEM,A MINHA FILHOTA ESTA NA CRECHE DOS MESMOS E SAO ESPETACULARES,A COMIDA,HIGIENE,AS AUXILIARES SAO EXTRAORDINARIAS,AS EDUCADORAS SAO MUITO CARINHOSAS E ATENTAS AS CRIANCAS,GOSTO BASTANTE,O UNICO SENAO E MESMO A MENSALIDADE,MAS…E DE GRANDE QUALIDADE E CONFIANCA.

  19. 26 Helena 12 Março 2012 às 10:17 pm

    Olá. Quero partihar um caso que assisti em creche da minha filha. Em Dezembro de 2011 pelas 8:45h assisti um caso que na minha compreençao é intoleravel. Neste dia oa levar minha filha a creche mal abri a porta da entrada houvi gritos altos da funcionaria que responsavel de receber crianças da parte de manha. Sala encontra-se no primeiro andar ao fim do corredor. Como é que fiquei alarmada com esta situaçao fora do normal corri para lá, abri a porta e vi a funcionaria segurar a criança de 20 meses pelo braço com uma mão e bater-o com outra. Mesmo nesse dia de manha falei com directora tecnica, descrevi esse caso, avisei-a que vou falar com presidente da creche. Passado um dia eu tinha entrevista com presidente da creche, mas foi só perda de tempo, conversa nao valeu para nada. Dicidi falar com ele por escrito. Mandei uma carta registada e com aviso de recepçao. Comuniquei mais uma ves caso que eu assisti. No fim da carta pedi que informem-me quais foram tomadas medidas ao este caso. Resposta foi curta e clara – pedido de disculpas. Passado alguns dias cruzei com presidente na instituiçao e perguntei das medidas tomadas. Soube que passado 2 meses direcçao so estava a pensar marcar uma reuniao. Há uma semana fui ter com presidente outra ves para saber das medidas tomadas. Resposta foi essa: “Que caso ja esta arquivado. Processo esta num envelope lacrado e que eles nao podem dizer o que foi tomado” Unica coisa que eu disse ao presidente que quero fazer uma reclamaçao a Segurança Social que ele ameaçou-me logo. Disse me que ele (instituiçao) ou funcionaria podem apresentar uma queixa ao tribunal contra mim, motivando isso que nao posso fazer duas reclamaçoes. Ate agora ainda nao fiz reclamaçao, apenas uma communicaçao a direcçao da creche sobre caso assistido.Funcionaria desde dia ate hoje continua exercer sua actividade. Peço Vos ajuda, como é que ser neste caso? Estou disposta fazer reclamaçao.

  20. 28 Catarina 28 Maio 2015 às 6:32 pm

    Olá a todos!
    Gostaria de saber como estão as condições na casa de arroios. Pelo que tenho andado a ler têm alguns problemas… Já estarao resolvidos?
    E principalmente gostaria de saber qual a opinião dos pais relativamente a esta creche. Há queixas?

    Obrigada!

  21. 29 Aline 4 Julho 2015 às 9:59 am

    Desculpem lá. Não tenho minhas filhas nesta escola mas tenho problemas com a escola onde uma delas anda na pré e preciso desabafar! Sou brasileira e sei que vou ouvir imensas críticas por isso mas preciso vos dar o feed-back que obtive ao observar do comportamento das mães portuguesas Não levem à mal,acreditem ou não, é para o vosso bem e para o bem dos vossos filhos o que vou dizer. É meu primeiro ano de experiência com uma escola. Mas é aterrorizante o desleixe e a frieza com que se tratam as crianças de tão pouca idade neste país mesmo em colégios caros! Falo pela minha experiência e pelas experiências das poucas mães que se atrevem a serem sinceras em prol da segurança dos filhos ignorando qualquer represália por parte de mães engraxadoras que ouvem as críticas e ao invés de lhe acenderem as luzinhas de alarme e dobrarem a atenção sobre os filhos nem que seja pelo temor de que algo esteja a acontecer preferem se preocupar com a auto-imagem que procuram refletir de pessoa amistosa e equilibrada. Eu nunca vi isso! De onde eu venho mães que não tem cultura e educação agridem ferozmente à quem destrata os seus filhos, já as pessoas educadas entram na justiça para proteger seus filhos, ambas motivadas por uma qualidade: INSTINTO DE MÃE! Nós somos guardiãs dos nossos filhos! Fomos criadas para isto! Mas infelizmente o que vejo por aí é pessoas colocando a vida profissional acima da relação com os filhos deixando as responsabilidades todas para a escola, prova disto são as horas abusivas que uma criança estuda por dia e além disso colocam a bonita imagem que querem transmitir acima do bem-estar dos filhos. Acordem! Sejam mães! Mesmo que não aconteça nada à seus filhos usem as círticas que ouvem para estarem mais atentas ao invés de perderem tempo a elogiar! Sejam desconfiadas! Atentas! unam forças com outras mães! Quanto mais vocês puserem as mãos no fogo pelas escolas mais as escolas vão se sentir à vontade para tratar nossos filhos como pequenos robôs-pré programados, sem respeito e sem carinho. Os adultos que os nossos filhos vão ser são responsabilidade nossa! Acordem!

  22. 30 Claudia 2 Setembro 2015 às 3:54 pm

    Ja agora… como estao as coisas pela casa dos Olivais? Há feedback? há aqui pais que tenham la os filhos, ou tiveram? Obgda


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