Mais vale prevenir do que quebrar

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga| in Educare.pt

Ingestão de cálcio
Além do cálcio, a saúde dos ossos depende da presença de vitamina D, que aumenta a absorção do cálcio. De acordo com os valores recomendados pela Food and Nutrition Board (Institute of Medicine, National Academy Press, 1997) o consumo diário deve ser:
Idade – Cálcio (mg) – Vitamina D (IU)
3-8 – 800 – 200
9-17 – 1300 – 200
18-50 – 1000 – 400
É importante realçar que as necessidades de cálcio variam ao longo da vida. A quantidade de osso acumulado durante o crescimento está relacionada com a quantidade de cálcio consumida. Devido à grande taxa de crescimento ósseo durante a infância e a adolescência, as necessidades de cálcio são maiores nestas alturas.
Muitas crianças e adolescentes não consomem as doses diárias recomendadas de cálcio, principalmente devido à baixa ingestão de alimentos lácteos, a principal fonte de cálcio da dieta. Muitas crianças e jovens substituem a ingestão de leite por refrigerantes e sumos, o que contribui para as baixas ingestões de cálcio. As bebidas gaseificadas diminuem a absorção e incorporação do cálcio no osso. E como são açucaradas, aumentam o risco de obesidade e da diabetes.

Alimentos ricos em cálcio são:
Leite e derivados – queijo, requeijão, iogurte (1 copo de leite ou iogurte tem +/- 300 mg de cálcio)
Vegetais – folhas verdes
Frutas – laranja, tangerina, morango
Carnes – sardinha, salmão, carne de vaca e peixe
Legumes – todos

É fundamental corrigir hábitos alimentares, estimulando a ingestão de leite e derivados na infância. Tente beber leite branco e estimular os seus filhos a fazê-lo. É uma questão de hábito.

Exercício físico

Se não é activo na infância e adolescência não formará um bom pico de massa óssea, porque não estimula essa actividade no organismo. Assim como os músculos, os ossos tornam-se mais fortes com as actividades físicas. Os melhores exercícios para os ossos são os exercícios de sustentação do peso. Esses exercícios incluem a caminhada, corrida, subir degraus, musculação e dança.

Porquê falar de osteoporose na Pediatria?
Porque a densidade mineral óssea dos adultos e idosos depende do pico de massa óssea adquirido até aos 18-20 anos. Porque a melhor forma de evitar a osteoporose é a prevenção desde a infância, com a prática de exercício físico regular e uma alimentação essencialmente rica em cálcio. Um estilo de vida saudável é a melhor herança que pode deixar ao seu filho.

Claramente um problema pediátrico
É necessário garantir as condições necessárias para que crianças e adolescentes desenvolvam a melhor qualidade/quantidade de massa óssea, prevenindo fracturas e deformidades na idade adulta. O cálcio que adquirimos durante a infância e juventude será a nossa reserva para o futuro. Invista, por isso, nas reservas de massa óssea do seu filho.
A adolescência caracteriza-se por um pico de crescimento, apenas comparável ao que se verifica no primeiro ano de vida. A massa óssea sofre um crescimento exponencial, atingindo o seu máximo no final da adolescência. É essencial que o aporte nutricional consiga fazer face às necessidades acrescidas em cálcio, neste período. A aquisição e manutenção da massa óssea na infância são cruciais para diminuir os riscos de desenvolvimento de osteoporose, por exemplo, na pós-menopausa. E sai muito mais barato e tem muito mais impacto nos ossos. É má política de saúde quando se gastam fortunas já depois da “casa arrombada”.
Nos últimos anos tem havido um maior interesse no estudo da mineralização óssea na infância e adolescência, uma vez que estes períodos são de grande importância na obtenção de uma massa óssea adequada na vida adulta. Nas adolescentes, o aumento mais importante na massa óssea inicia-se por volta dos 13 anos e nos adolescentes dois anos mais tarde, depende do estádio de Tanner (desenvolvimento sexual). O pico de massa óssea ocorre no final da segunda década de vida e é determinado por diversos factores, como o genético, o sexo, a raça, as hormonas.
Em crianças pequenas, o aumento do consumo de cálcio favorece a densidade mineral óssea. Suprir as necessidades de cálcio durante a adolescência é particularmente importante para a saúde dos ossos dado que 40% da massa óssea adulta é acumulada durante os poucos anos de pico de crescimento do esqueleto.
Os adolescentes devem ser orientados quanto aos aspectos negativos do consumo de álcool, café e cigarro, assim como do sedentarismo, sobre o metabolismo ósseo e, consequentemente, sobre o pico de massa óssea. As crianças e adolescentes devem ser estimuladas a praticar exercício físico regularmente. E os pais devem acompanhá-las. Mais importante que o uso de medicamentos é manter-se activo.

Mais vale prevenir do que quebrar!

Ana Ribeiro, nutricionista.
Henedina Antunes, pediatra, doutorada em Pediatria na área da Nutrição.
in http://www.educare.pt

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