Lisboa: Associação critica empréstimo para recuperação de escolas, vereadora diz que criticas não fazem sentido

Lisboa, 03 Jun (Lusa) – A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular criticou hoje a Câmara de Lisboa por pedir um empréstimo bancário para a reabilitação escolar e não responder à proposta para uma parceria na construção de escolas.

Contactada pela Lusa, a vereadora da Educação esclareceu que o empréstimo que a autarquia está a preparar ao Banco Europeu de Investimento (BEI) é para reabilitação urbana e abrange apenas uma pequena parte do que a rede escolar precisa, designadamente uma fatia de 28 milhões de euros para reabilitação e recuperação do parque escolar.
“Tudo o que é construção de escolas novas, neste caso sete, e outras três candidaturas específicas ao QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional] ficaram fora deste empréstimo”, explicou a responsável.
A carta educativa de Lisboa, aprovada em Abril, prevê um investimento de 49 milhões de euros para reabilitar 26 escolas, numa primeira fase, e construir sete novas até 2011.
Numa nota enviada à agência Lusa, a Associação de estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo critica a autarquia por contrair este empréstimo bancário para reabilitação das escolas e não ter respondido a uma proposta de parceria para a “construção de uma rede de ensino municipal de excelência”.
“Não faria mais sentido, antes de pedir empréstimos a instituições bancárias (…) estudar outros modos de poder colmatar as lacunas existentes na área da educação, nomeadamente através da possível implementação de parcerias público-privadas e também do apoio às famílias?”, questiona a associação.
Em resposta, a vereadora disse que “todos são bem vindos” na recuperação do parque escolar da capital e esclareceu que não estão excluídas as parcerias público-privadas neste trabalho.
“Desta vez foi feito um levantamento exaustivo da situação do parque escolar e o orçamento da educação é para ser aplicado”, afirmou a autarca.
Para Rosália Vargas, estas críticas não fazem qualquer sentido, até porque a associação está representada no Conselho Municipal de Educação, que já reuniu duas vezes.
As intervenções prioritárias apontadas na Carta Educativa de Lisboa são a construção de duas escolas básicas e jardim-de-infância no Parque das Nações e nas Galinheiras, a construção de jardins-de-infância em Alvalade, nos Olivais e Lumiar e de escolas básicas em Chelas e Benfica.
Algumas das intervenções serão lançadas ainda este ano.
A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, constituída em 1975, tem perto de 500 escolas associadas, das quais cerca de uma centena do concelho de Lisboa.

SO – Lusa/Fim

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