Crianças – Prática de desporto profissional por menores pode ser «sacrifício» e deixar «marca para toda a vida»

A Confederação Nacional de Acção sobre Trabalho Infantil (CNASTI) alertou para as horas que as crianças dedicam à prática do desporto profissional, «sacrifício» que deixa «marca para toda a vida», considerando-o uma forma de trabalho infantil, escreve a Lusa.
Na véspera do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, a vice-presidente da CNASTI, Fátima Pinto, disse à Agência Lusa que o desporto profissional, como o futebol, é uma realidade actual de trabalho infantil pela sobrecarga horária e pelas exigências a que as crianças estão sujeitas, obrigando-as muitas vezes a abandonar a escola.
«Há muitas irregularidades no desporto profissional, onde muitas vezes os interesses das crianças são colocados em segundo plano», disse à Lusa Fátima Pinto.
Segundo a responsável, as crianças que se dedicam a um desporto saem de casa muito cedo e ficam entregues aos clubes, que exigem «sacrifícios e muitas horas de treino», o que faz com que percam «a fase mais importante da vida», que é a infância.
«Estes sacrifícios vão deixar marcas para toda a vida porque nem todos conseguem ser Cristianos Ronaldos», sublinhou, acrescentando que as crianças, muitas vezes, praticam desportos profissionais «não por vontade própria, mas porque os pais querem ter um filho estrela de futebol».
Fátima Pinto considerou importante que as crianças pratiquem desporto, mas que não «dediquem exclusivamente» a vida a essa modalidade.

Outra realidade actual onde é cada vez mais visível a presença de crianças é o meio artístico, quer seja nas novelas, na publicidade ou nas passagens de modelos.
A vice-presidente da CNASTI disse que esta actividade é difícil de fiscalizar, tendo em conta que nunca estão a trabalhar no mesmo sítio.
«As comissões de protecção de menores têm que dar autorização para que uma criança trabalhe, mas os números oficiais são ridículos comparados com as crianças que estão nas novelas, nas publicidades, nas passagens de modelos e nos circos», disse.
Tal como no desporto, os pais também têm «muita influência» quando uma criança segue a carreira artística.

Sobrecarga horária
Além da sobrecarga horária, o que leva a que muitas faltem às aulas, as crianças que se dedicam ao espectáculo têm dificuldades em lidar com a fama.
«Quando aparecem no ecrã têm sucesso e são conhecidas na rua. De um momento para o outro deixam de a ter e uma criança não tem estrutura para ultrapassar isto», sublinhou.

Desde 1997 que a CNASTI tem uma linha de denúncia de trabalho infantil.
Segundo Fátima Pinto, inicialmente a linha recebia um grande número de denúncias relacionadas com trabalho infantil em cafés, fábricas e construção, mas actualmente diminuíram significativamente e apenas estão relacionadas com situações no meio artístico.

Fonte: http://diario.iol.pt/

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