Archive for the 'Creche e Jardim Infância' Category

O poder da conversa

por Adriana Campos em educare.pt
Se efectivamente conversar é tão importante para o desenvolvimento dos mais pequenos, parece-me que teremos de tentar reflectir sobre outras questões: quando é que eles gostam de conversar e a propósito de quê.
Segundo um estudo encomendado a Sue Palmer pela The Basic Skills Agency, uma organização britânica independente de combate à iletracia, o desenvolvimento precoce da linguagem é muito importante para o bom desempenho escolar da criança. O estudo, realizado em Março de 2006, demonstrou que crianças que falam bem e sabem ouvir, também aprendem melhor a ler e a escrever. Daqui se depreende que as crianças pequenas precisam de falar e de ter quem converse com elas.
As conclusões deste estudo provocam, quase que obrigatoriamente, alguma inquietação junto dos pais, uma vez que, devido a empregos cada vez mais absorventes, à diminuição do hábito de partilhar as refeições em família e ao grande número de horas passadas solitariamente em frente à televisão, o tempo de conversação entre pais e filhos ficou inequivocamente reduzido.
Confesso que tenho vindo a reflectir sobre tudo isto e procurado encontrar estratégias para aumentar o tempo de diálogo com o meu filho, até porque a disponibilidade de ambos para a conversa nem sempre é coincidente. Se lhe pergunto o que fez na escola, na tentativa de iniciar uma conversa, já sei qual será a resposta: “Nada.” Por aqui já sei que não vou muito longe, pois a palavra “nada” e outras semelhantes acabam com qualquer tentativa de estabelecer um diálogo. Se efectivamente conversar é tão importante para o desenvolvimento dos mais pequenos, parece-me que teremos de tentar reflectir sobre outras questões: quando é que eles gostam de conversar e a propósito de quê. Pensando no meu filho, o período do dia em que ele mais gosta de falar é depois de lhe ler uma história, ritual que se repete diariamente antes de ele ir dormir. Tentar meter conversa é a estratégia dele para adiar ao máximo o momento de dormir. Embora este seja, na maior parte das vezes, o seu objectivo, não há dúvida de que essa vontade de conversar poderá ser aproveitada para atingir outros fins. Antecipar vinte minutos o momento de ele ir para a cama, pode ser uma boa estratégia para lhe dar mais tempo para falar, sem que seja necessário repetir vezes sem conta: “Agora é mesmo para dormir!”. Tenho a certeza de que a minha impaciência para que vá dormir rapidamente o tem levado a desistir de me contar as suas coisas. Esta conclusão ocorre-me, pelo facto de já me ter feito “confissões” importantes durante este período de tempo.
Já agora, vale a pena reforçar a ideia de que também devemos olhar para a leitura de histórias como uma oportunidade para trocar palavras e ideias, para comunicar e, desta forma, desenvolver o raciocínio lógico e o espírito crítico das crianças.
Porque é inquestionável que a escassez de tempo é algo que afecta efectivamente um pouco a vida de todos nós, temos mesmo de “fazer malabarismos” para encontrar e rentabilizar certos momentos de forma a pôr a conversa em dia. As viagens de carro podem ser momentos excelentes para falar de tudo um pouco: as coisas do dia-a-dia, os programas que eles gostam de ver, o que aconteceu durante o dia, no caso de gostarem de falar sobre isto. Ligar o rádio, pode, nesta perspectiva, ser um grande desperdício de tempo, se pensarmos que muito se pode dizer, durante estes momentos de deslocação, que aparentemente não têm grande utilidade em termos relacionais.
Importa ainda sublinhar que conversar não implica obviamente só falar, mas também mostrar interesse, escutar e dar a vez na conversa. Esta é também uma importante aprendizagem para a criança, pois o domínio das técnicas de conversação é essencial para quem tem de aprender. Crianças que não sabem falar ou ouvir vão tornar o processo de aprendizagem muito mais custoso.
Para concluir, parece-me que já terá gasto muito tempo a ler este artigo, por isso… vá já conversar com os seus filhos!

Terrores nocturnos

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga | 2008-03-05

O que fazer quando o seu filho acorda à noite, assustado, acreditando piamente na presença de monstros e fantasmas debaixo da sua cama? Como lhe poderá transmitir segurança?
Os terrores nocturnos são comuns nas crianças entre os 2 e os 5 anos. Raramente se relacionam com objectos ou acontecimentos, mas sim com o medo de perder a mãe, do esquecimento do pai, medo do escuro, de alturas, de animais ferozes, de ladrões maus, de crianças agressivas, etc.
Nesta idade, as crianças lutam para distinguir o real do imaginário. O sentimento de medo é real, por mais absurdo e fantástico que lhe possa parecer. Deve-se, por isso, evitar a minimização dos seus sentimentos. Para transmitir segurança ao seu filho não se deve mostrar ansioso e tal só é possível se estiver consciente que estas situações são perfeitamente normais. Segundo o pediatra T. Berry Brazelton, o medo surge quando a criança toma consciência dos seus próprios sentimentos ‘agressivos’ e da sua capacidade de ser ‘má’.
Seguem-se algumas sugestões que poderá seguir nestas situações:
1. Acenda a luz.
2. Conforte-o, abraçando-o.
3. Ouça os seus receios com atenção.
4. Respeite-os, porque o medo que sente é real.
5. Uma explicação honesta não valerá a pena.
6. Diga-lhe que os pais estão no quarto mesmo ao lado e que não irão permitir que algo lhe aconteça.
7. Dê-lhe a oportunidade de enfrentar e resolver os seus problemas sozinho, com os seu próprios recursos.
8. Ofereça-lhe um objecto de conforto, como, por exemplo, o seu peluche preferido ou deixe uma luz de presença acesa.
9. Não se recomendam atitudes de superprotecção, uma vez que poderão prolongar o medo.
10. Durante o dia, sempre que se proporcionar, tente abordar o assunto.
11. Procurem encontrar soluções em conjunto para enfrentar o medo:
– Antes de dormir, dê-lhe um beijo especial, com “poder de afugentar os maus”;
– Pegue na vassoura e “varra” para fora do quarto os medos;
– Compre um peluche que seja “um poderoso guardião do quarto”‘;
– Espalhe umas gotas de um “perfume mágico” que tornarão o quarto impenetrável;
– Espreite debaixo da cama e o interior dos armários para demonstrar que estão vazios.
Se os sintomas persistirem e se não conseguir ajudar o seu filho, será aconselhável que procure a ajuda de um psicólogo ou de um pedopsiquiatra.

Susana Nunes, interna complementar de Pediatria in http://www.educare.pt

2. Assembleia Geral de Pais

CONVOCATÓRIA


Convocam-se todos os pais e encarregados de educação dos Estabelecimentos de Infância (Arroios, Calafates, Junqueira, Olivais, Santa Quitéria, Santana, São Vicente) geridos pela Fundação D. Pedro IV para uma Assembleia Geral a realizar no sábado dia 6 de Dezembro 2008, pelas 17H00, no Centro Paroquial Santa Joana Princesa, na Rua Moura Girão (Lisboa- Alvalade).

Localização: próximo da estação comboio Roma/Areeiro e das Estações Metro Roma e Areeiro (Ponto de referência: Teatro Maria Matos).

Sendo a primeira assembleia geral após a constituição formal da ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO D. PEDRO IV, publicada no Anúncio nº 7275/2007 no Diário da República, 2.a sérieN.o 20829 de Outubro de 2007, temos como pontos da ordem de trabalhos:

1. Período antes da ordem do dia:
1.1. Eleição da Mesa da Assembleia Um presidente e dois secretários
1.2. Definição do valor da jóia e da quota anual de associado
1.3. Inscrição voluntária de sócios
2. Ordem do dia da primeira Assembleia Geral Ordinária:
2.1. Relato de actividade da Comissão Instaladora desde a última assembleia geral;
2.2. Esclarecimento de dúvidas e debate sobre as condições oferecidas actualmente pela Fundação D. Pedro IV aos educandos.
2.3. Eleição dos novos Orgãos Sociais da Associação de Pais e Encarregados de Educação D. Pedro IV Conselho Executivo (cinco associados) e Conselho Fiscal (três associados);
2.4. Discussão do programa de actividades para o próximo ano.
2.5. Outros assuntos.

Sugestões e/ou dúvidas podem ser colocados por email: paisdpedroiv@gmail.com.

Agradece-se a colaboração dos (futuros) associados (pais e encarregados de educação) em pequenos grupos, tanto para questões logisticas (café, bolos, sumos, etc.) como para algumas actividades para entreter crianças no local.

Lisboa, 27 de Novembro 2008

Nota:

Estamos a tentar organizar a distribuição individualizada nos sete estabelecimentos de infância.
Perante a possibilidade de nos serem colocados entraves, como já aconteceu no passado, pedimos a vossa ajuda para passarem a palavra nos vossos estabelecimentos.
Obrigado a todos!

Venenos e medicamentos intoxicam 30 crianças/dia em Portugal

O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) regista em média 30 chamadas por dia com casos de intoxicação em crianças até aos 15 anos.
Em 2007, o CIAV registou 10.673 casos de intoxicação com crianças, sendo que mais de 65% destes casos envolveram crianças dos 1 aos 4 anos de idade. A maioria das intoxicações ocorreu em casa e por via digestiva, sendo que os medicamentos estiveram na origem de cerca de 54% das intoxicações.

Segundo os responsáveis pelo centro e a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), cerca de 70 por cento dos acidentes com tóxicos podem ser evitados com a adopção de medidas adequadas de prevenção, a par do contacto imediato com o CIAV em caso de acidente.

Para reduzir os números de intoxicações, a APSI e o INEM juntaram-se numa campanha de prevenção com o objectivo de alertar os pais, avós, educadores e profissionais de saúde, a qual tem por principais metas:

1. Alertar para os cuidados a ter na administração dos medicamentos e na utilização e arrumação os produtos de utilização doméstica,
2. Alertar para os riscos de usar embalagens vazias (água, sumo) para guardar produtos tóxicos,
3. Promover a aquisição de embalagens com tampas resistentes à abertura por crianças,
4. Promover o contacto imediato com o CIAV, em caso de intoxicação.

Na Europa, dois por cento das mortes por acidentes com crianças até aos 14 anos resultam de intoxicações.

De acordo com uma nota da APSI e do INEM, as crianças são muito ágeis nos seus passos, bastando alguns segundos para uma criança abrir uma gaveta, retirar uma tampa, cheirar e provar. Por mais vigilantes que os adultos sejam, referem, a criança pode escapar à atenção numa fracção de segundo.

Com a adopção de medidas adequadas de prevenção, a par do contacto imediato para o CIAV em caso de acidente, podem evitar-se grande parte das intoxicações. “Os casos de morte são cada vez mais raros, mas há intoxicações que deixam lesões para o resto da vida”, realça Fátima Rato, coordenadora do CIAV. A médica acrescenta ainda que “os profissionais de saúde têm um papel muito importante na divulgação do centro”.

A divulgação do CIAV é essencial a vários níveis. Em caso de intoxicação, ligar de imediato para o CIAV permite uma intervenção rápida e adequada, relativamente aos procedimentos correctos a ter, em função do produto tóxico. Muitas vezes provocamos o vómito, o que em determinadas situações pode ser prejudicial! O facto de se ligar para o CIAV evita ainda que as pessoas se desloquem desnecessariamente aos hospitais, poupando recursos e tempo dos técnicos de saúde.

AS INTOXICAÇÕES PODEM MATAR OU DEIXAR SEQUELAS PARA A VIDA!

Divulgue também esta campanha e ajude a reduzir o número de intoxicações em crianças!

EM CASO DE INTOXICAÇÃO, LIGUE 808 250 143

Transferências Sociais aumentam 10% em 2009

in Diário de Notícias – 14.10.2008

Governo vai reforçar em 100 milhões os apoios pecuniários às famílias que têm a seu cargo idosos, crianças ou deficientes. No total, são cerca de 1100 milhões de euros que serão entregues em 2009 às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que gerem os equipamentos sociais

As transferências do Estado para as famílias que usufruem de equipamentos sociais – lares, centros de dia, creches, ATL e instituições de apoio a deficientes – vão aumentar 10% em 2009, soube o DN junto de fonte governamental. O Orçamento de Estado para 2009 (…) prevê uma verba de 1100 milhões de euros, o que corresponde a um reforço de cerca de 10% (mais 100 milhões) face ao corrente ano.
Este dinheiro vai ser entregue pelo Estado às IPSS que gerem os equipamentos sociais, de modo a que as famílias possam pagar menos pelos serviços aí prestados. No fundo, trata-se de um apoio às famílias que têm a cargo crianças, idosos ou deficientes – uma das bandeiras do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva.
Simultaneamente, o Governo vai continuar a alargar a rede de equipamentos sociais, prosseguindo as metas fixadas no Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES). Em Março de 2006, anunciou um aumento de 50% dos lugares em creches até ao final de 2009, um objectivo já previsto no programa do Governo.
(…)

Nota: Será que é desta que os preços praticados pela Fundação D. Pedro IV, também ela uma IPSS, baixam?

Segurança rodoviária infantil ainda levanta dúvidas

in Diário de Notícias, 13.10.2008 – Fonte: LUSA

Segundo a Associação Para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), mais de dois anos depois da entrada em vigor da Lei que obriga ao uso de cadeirinhas nos transportes colectivos de crianças ainda há muita falta de informação.
Sandra Nascimento, presidente da APSI, explicou em declarações à Lusa, que a lei não é clara, faltando explicar quem tem obrigação de colocar as cadeirinhas – se as escolas se as famílias -, pelo que muitas vezes empurram a responsabilidade para os outros.
Por outro lado, adiantou, existem também dificuldade práticas de instalação de cadeiras nos autocarros de transporte de crianças, uma situação que leva as entidades a optarem por não ter esses equipamentos.
“As transportadoras entendem que a lei não é clara, apesar de o art. 1º da lei ser claro ao dizer que todos os veículos devem ter sistemas de retenção adequados de acordo com legislação específica”.
Contudo, no entendimento das transportadoras não existe legislação específica para os autocarros. Como consequência, frisou, há já entidades que decidiram deixar de fazer o transporte de crianças porque acham que não conseguem cumprir as regras estabelecidas.
“Ainda está tudo muito confuso e muito pouco claro no que diz respeito à utilização das cadeiras, o ponto mais difícil da lei”, afirmou.
Já no que respeita à obrigatoriedade dos cintos de segurança a situação é mais pacífica, embora a existência destes equipamentos com apenas dois pontos torne difícil a colocação de cadeirinhas.
“A lei diz claramente que todos têm de ter cintos, de três ou dois pontos. Não há dúvidas. Há veículos que têm de três pontos (possibilitando o uso de cadeirinhas para crianças mais pequenas) e outros de dois pontos”, explicou.

Comparticipações familiares nas mensalidades 2008/2009

Retribuição mínima mensal garantida (RMMG) para 2008 = 426,00 €

Para saber qual o escalão (de 1 a 6) atribuído à família, há que calcular o Rendimento Mensal Per Capita (RMPC).
Exemplo: se o Rendimento Mensal per Capita for 290,00 €, é atribuído o Escalão 3 à família, a qual terá de pagar 45% de 290,00 € (130,50 €) no caso da criança frequentar a Creche e 27,5% de 290,00 € (79,75 €) no caso da criança frequentar o Jardim-de-Infância.

Valência de Creche

Escalão 1 = 0% até 30% s/ RMMG (127,80€)
Escalão 1 Contribuição Familiar = 30% sobre RMPC
Escalão 2 = de 30% (127,81) até 50% s/ RMMG (213,00€)
Escalão 2 – Contribuição Familiar = 35% s/ RMPC
Escalão 3 = de 50% (213,01) até 70% s/ RMMG (298,20€)
Escalão 3 Contribuição Familiar = 45% s/ RMPC
Escalão 4 = de 70% (298,21) até 100% s/ RMMG (426,00€)
Escalão 4 Contribuição Familiar = 50% s/ RMPC
Escalão 5 = de 100% (426,01) até 150% s/ RMMG (639,00€)
Escalão 5 – Contribuição Familiar = 55% s/ RMPC
Escalão 6 = mais de 150% s/ RMMG (639,01€)
Escalão 6 – Contribuição Familiar = 60% s/ RMPC

Valência de Jardim-de-Infância

Escalão 1 = 0% até 30% s/ RMMG (127,80€)
Escalão 1 – Contribuição Familiar = 15% sobre RMPC
Escalão 2 = de 30% (127,81) até 50% s/ RMMG (213,00€)
Escalão 2 – Contribuição Familiar = 22,5% s/ RMPC
Escalão 3 = de 50% (213,01) até 70% s/ RMMG (298,20€)
Escalão 3 – Contribuição Familiar = 27,5% s/ RMPC
Escalão 4 = de 70% (298,21) até 100% s/ RMMG (426,00€)
Escalão 4 – Contribuição Familiar = 30% s/ RMPC
Escalão 5 = de 100% (426,01) até 150% s/ RMMG (639,00€)
Escalão 5 – Contribuição Familiar = 32,5% s/ RMPC
Escalão 6 = mais de 150% s/ RMMG (639,01€)
Escalão 6 – Contribuição Familiar = 35% s/ RMPC

Contudo, há que salvaguardar o facto a comparticipação familiar máxima estar regulamentada pelo o Artigo 4º do Despacho Conjunto nº 300/97, de 09.09.1997:
1. A comparticipação familiar, calculada nos termos do disposto no presente despacho, não pode exceder o custo dos serviços de apoio à família prestados pelo estabelecimento de educação pré-escolar.
2. O custo referido no número anterior é determinado com periodicidade mínima anual.

Para mais informações, podem ver a parte final do artigo Comparticipações familiares na mensalidade, relativo ao ano lectivo transacto:
https://paisdpedroiv.wordpress.com/2007/06/29/comparticipacoes-familiares-na-mensalidade/


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